sábado, 28 de novembro de 2015

capitulo 12


Luan narrando
Acordei e la estava ela do meu lado, podia sentir o leve perfume de condicionador do seu cabelo. Enquanto isso lembrava da noite anterior, os olhos da Helena nos meus, os beijos, o corpo dela. Dava vontade de acorda-la naquele momento e fazer tudo de novo, sem o mínimo de pressa.
"Como ela meche tanto comigo? "
Havia uma sensação dentro de mim, um medo de que ela fosse embora e nunca mais a visse. A abracei apertado.
Helena abriu os olhos devagar, assim q olhou pra mim sorriu, um sorriso contagiante e pleno. Vê-la sorrir era um bálsamo pro meu medo.
- Aí meu Deus, quantas horas?
Ela saiu enrolada no cobertor, procurando o celular.
- Estou tão atrasada, meu chefe vai me matar.
Catou suas roupas pelo chão.
Eu não sabia o que fazer, odiava pensar que Helena ia embora. Vesti um roupão.
- Então você trabalha?
- Sim. Onde fica o banheiro.
Ela estava engraçada enrolada naquele pano todo.
- Fica ali.
Indiquei o caminho. "Porque não podia vestir a roupa na minha frente? Eu conhecia cada parte do corpo dela. "
Alguns minutos depois estava vestida e pronta pra ir. Eu tinha escovado os dentes e ainda usava o roupão.
- Eu te levo.
- Não... por favor não.
Helena se assustou.  "Será que tinha se arrependido? " Só a ideia me deixava perdido.
- Tá bom, como preferir. Você volta? Ainda vou te ver?
- Espero que sim. -Ela sorriu e meu coração se acalmou.
Helena anotou seu número em meu celular e saiu apressada, não me deu nem um beijo, não me tocou. Eu precisava dela perto, bem mais perto, o fato de não me tocar dava uma insegurança danada.
Pela janela do hotel a vi pegar um táxi e sumir de vista.
Aquela cama parecia enorme sem minha menina. Olhar pra ela me fazia relembrar o melhor sexo da minha vida.
"O que tá acontecendo comigo?"
Na lista ela anotou seu contato com o título - Sua Elena.
- Minha.
Falei auto feliz igual um idiota. Quando minha mãe, meu pai, Bruna, Arleyde e todas as fãs descobrissem meu caso com Helena a parada ia ficar sinistra. Só de pensar senti um frio na espinha. "O que eu quero dela? " O quê sinto por ela? " Essas eram as questões que não conseguia responder, mas, que precisava.

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