domingo, 20 de dezembro de 2015

Capitulo 29


Acordei assustado depois de um pesadelo com ela. Helena ainda estava na cama dormindo. Recuperei os sentidos e fui até ela, estava na hora do remédio.
-Helena?
Coloquei o braço em seu ombro mais ela não se mexeu.
-Helena, acorde.
A balancei na cama, minha menina não respirava.
"Por favor, não."
- Helena, acorde, por favor, acorde.
Mas ela estava imóvel, fria e ausente. Minha menina não estava mais ali. Ela havia me deixado, para sempre.




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Fui o último a colocar uma rosa branca sobre o caixão de mogno. Uma leve brisa tornava tudo mais desesperador. No discurso o padre falou de amor e aceitação, foi bonito e ela devia estar em algum lugar ouvindo.
-Oi.
Disse olhando pra madeira como se minha menina pudesse responder do seu jeito risonho. Eu tinha muito a falar.
-Quando te conheci, eu era tão idiota. Não sabia o quanto chegaria a te amar. Talvez entre nós seja algo de outras vidas, então por favor me espere, sei que nos encontraremos de novo. Vamos nos reconhecer, sempre iremos. Você prometeu cuidar de mim, e sou sortudo de ter você mesmo depois que se foi. Um anjo assim não podia ficar muito tempo entre nós mesmo. Obrigado por me amar, e naquele curto espaço de tempo ser a melhor coisa que me aconteceu. Eu te amo, pra sempre.
Saí de lá apoiado por meus pais e me sentido morto. Algo dentro de mim havia partido com ela.
Uma semana depois de beber como um louco e tentar me matar Lola apareceu no meu apartamento. Ela me enfiou no chuveiro de roupa e tudo e gritou comigo.
-Acha que a Heli queria isso?
Ela tinha razão. Eu era um fraco, eu não conseguia ser forte.
Lola tinha um projeto. Passou horas falando sobre ajudar pessoas com câncer e homenagear a amiga. Isso realmente me interessou. Quando foi embora já estávamos envolvidos com a causa. Minha menina se orgulharia.
Naquela noite acordei de madrugada sentindo o cheiro dela. Helena estava lá, próxima a janela olhando direto pra mim, parecia serena e feliz. Fui ao seu encontro e desapareceu.

Capitulo 28


Segurei minha menina no colo. Ela estava tão leve que dava pena.
- Não me solte.
Não a coloquei na cama, continuei segurando ela perto de mim.
Os olhos dela eram muito brilhantes. A luz da lua iluminava seu rosto na penumbra do quarto.
-Estou com medo.
Ela me olhava com ternura.
- Não fique meu amor. Eu vou estar sempre aqui. Sempre do seu lado. Você ainda vai ser muito feliz.
A beijei devagar, ela ainda tinha o cheiro bom, uma leve essência de Rosas. Os lábios dela estavam feridos, tinham um leve gosto de sangue. Finalmente a coloquei na cama.
- Eu não vou conseguir te esquecer. Nunca. Isso não é justo. Eu te amo tanto, tanto.
Deitei ao lado dela passando a mão por cima de sua cintura.
- Você é muito forte, tenho orgulho de você.
Ela sorriu olhando nos meus olhos.
-Você também é, vai descobrir isso.
Eu não queria ser forte, eu tava com ódio, eu não acreditava mais em Deus.
"Seja forte amor, ela ainda precisa de você. "
Lembrei das palavras da minha mãe, a dona Karina tava certa.
- Me beija de novo.
Ela parecia cansada. A beijei na testa.
Ela fez cara de brava, apontou a boca com o dedo.
Beijei minha menina como a muito tempo não fazia. Eu ainda sentia o mesmo desejo de sempre, a amava ainda mais.
- Luan,  sei que o que vou pedir é difícil, mas eu preciso, preciso antes de ir.
Balancei a cabeça em sinal afirmativo.
- Pode pedir qualquer coisa, qualquer uma.
Ela respirou fundo tomando coragem.
- Faz amor comigo pela última vez. Me deixa ser sua.
Fiquei confuso. Eu não podia fazer aquilo. Ela estava muito cansada e muito doente.
- Helena... eu...
Ela colocou a mão na minha boca me fazendo calar.
- Olha eu posso, consigo fazer isso. E mais do que poder, eu quero, quero você.
Os olhos dela ficaram cheios de lágrimas.
- Tudo bem, meu amor, sim eu quero.
Limpei as lágrimas dela. Não queria que pensasse que não a queria. Eu a queria, sempre iria querer.
A beijei novamente. Helena foi subindo minha camisa até tira-la. Pela primeira vez eu estava sem jeito, sem saber como agir. Ela ao contrário estava decidida. Ela sabia o que queria.
Levantei a camisola dela com as mãos. O corpo da minha menina ainda respondia ao meu toque.
Algum tempo depois e estávamos sem roupas. Tirei o lenço que ela tinha na cabeça. Ela era linda, mesmo sem cabelo. Ela sempre seria linda.
Helena se levantou ajeitando a mangueirinha do oxigênio.
Me deitei e ela se sentou sobre mim. Ela não parava de me olhar, Helena me olhava nos olhos.
- Eu te amo.
Disse pra ela com uma verdade que nunca usei antes.
A penetrei enquanto ela segurava no meu peito. Minha menina começou a se mecher me fazendo entrar e sair. Ela fechou os olhos com uma expressão que não via a muito tempo, parecia jovem e feliz.
Olhei pra ela durante todo o tempo. Segurei os mãos dela que me tocavam.
- Eu te amo meu lindo, pra sempre.
Minha menina deitou do meu lado ofegante. Arrumei o oxigênio que estava um pouco embolado. Eu mau podia acreditar que aquela seria a última vez que ela seria minha, que eu seria dela.
Assim que ela dormiu vesti minha roupa e saí do quarto. Sentei no sofá da sala ao lado do pai dela. Assim como eu ele não dormia a dias.
- Ela está bem?
Balancei  a cabeça que sim.
- Como não ama-la né seu carlos ?
Falei amargo.
- Eu não aguento mais, se pudesse daria minha vida por ela. Os pais não deveriam enterrar seus filhos.
O abracei sem saber o que dizer. Pensava a mesma coisa.
-Vamos ser fortes. Por ela, ta bom?
Ele balançou a cabeça que sim e foi pro quarto onde a mulher dormia a base de calmantes.
Sentei na poltrona de frente pra Helena que dormia aparentemente bem. Era a minha vez de ficar acordado ao lado dela, mesmo quando não era,  eu ficava.
Rezei pra aquela noite ser longa, pra ela ficar ali comigo a noite inteira.

Capitulo 27


Um mês sendo perturbado pela imprensa, perdendo os shows e fudendo com toda a agenda. Tudo pra ficar do lado dela. Até por que qualquer coisa sem ela não teria sentido algum.
Minha mãe segurou minha mão no escritório do médico.
Depois do que ele disse. Não tinha mais jeito, a doença ia acabar com ela, ia so piorar. Ela ia morrer.
Deixei os pais dela aos prantos no corredor e saí dali. Fui andando pelas ruas sem rumo. Como diria pra Helena que depois de tanta luta, tanta quimioterapia ela não ia sobreviver?

Helena narrando
Acordei bem mais cansada que o dia anterior, respirava com dificuldade. Não aguentava mais olhar aquelas paredes frias. Eu passava mau o tempo todo, ninguém me dizia nada. O tratamento não tava dando certo. Pelo menos não era o que parecia. 
Pela primeira vez não vi meu Luan lá.
"Cadê ele? " talvez tivesse ido ao banheiro.
Um minuto e ele entrava pela porta arrasado.
- Oi.
Ele disse com um sorriso forçado.
- Oi.
Alguma coisa tava errada.
Luan sentou do meu lado e segurou a minha mão.
- Sinto falta do seu cabelo.
Ele tocou minha cabeça com a mão livre.
-Também sinto falta.
Tossi e isso doeu bastante.
-Ta doendo muito?
Ele parecia mais triste que o normal.
-Ja até me acostumei com a dor. Eu não to melhorando Luan, tenho certeza.
Ele beijou minha cabeça e ficou calado. Aquilo estava me assustando.
- Vai dar tudo certo né?
Ele não respondeu.
Meu médico, meus pais e os pais do Luan entraram pela porta.
- Querida, precisamos conversar.
Mamãe disse se aproximando, ela estava quilos mais magra depois de tanto sofrimento.
Luan me ajudou a sentar com dificuldade na cama.
Eles me contaram. Eu não ia melhorar, eu ia piorar. Depois de tanta luta, eu ia morrer.
Luan começou a chorar de soluçar do meu lado. Ele apertava a minha mão. Eu ja tinha passado por tanta coisa. De certa forma estava mais forte.
Decidi ser forte, não ia chorar nem ia experniar. A única coisa que podia fazer era passar o máximo de tempo possível com as pessoas que amava.
Luan saiu do quarto batendo a porta. Ele nunca aceitaria a pressão, pelo menos não naquele momento. Os pais dele foram atrás.
Respirei fundo tentando manter o controle.
-Pai, eu não quero morrer nesse hospital. Por favor, me leva pra casa.
O médico olhou pro papai fazendo sinal positivo.
- Tudo bem princesa.
Disse apoiando mamãe.
Eu ia pra casa. Pro meu quarto. Pro restinho que sobrava de mim.

Capitulo 26


Luan narrando
Beijei de vagar os labios dela que acordou assustada.
-Graças a Deus.
Helena me abraçou e sentei ao seu lado na cama.
-Falei com seu médico, você tem que ir pro hospital, ser monitorada, aqui tem muito pouco recurso se você se sentir mau.
Minha menina me beijou na bochecha.
- Que bom que está aqui.
Ela deu um sorriso triste.
- Que bom que você também está.
Beijei a testa dela.
- Estou tao cansada, ainda sim vou tentar ok? Vou fazer de tudo.
Respirei aliviado.
-Você vai ficar boa e então eu vou casar com você. Vamos ter filhos lindos e morar no campo, vamos esquecer isso tudo e ser felizes.
Helena apertou minha mão tremendo. Ela sorria entre as lágrimas que caíam.
-Está com febre. Vou cobrir você.
Levantei e peguei outra coberta no armario.
-Deita aqui comigo.
Ela pediu sonolenta pela medicação.
Deitei na cama e ela colocou a cabeça no meu peito como sempre fazia.
"Por favor, não me deixe. "
Pedi a Deus que ela se curasse, eu não podia perder meu anjo da guarda.

Helena narrando
Novamente dormi entupida de remédios. Ele estava la e isso partia meu coração, ve-lo sofrer por minha causa. Eu não queria morrer, queria a casa no campo e os filhos, queria ficar velhinha com meu amor. Isso me dava medo demais, por que eu tava muito cansada, eu tava cansada e sem forças.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Ca[itulo 25


Helena narrando
Nós últimos dias uma enchorrada de gente tinha vindo me ver. Parentes que eu nem me lembrava que existiam. Todo mundo dizia pra eu ser forte e que tudo daria certo. Já estava de saco cheio de gente falsa que agia por conveniência.
Bateram na porta e ouvi minha mãe abrindo.
- Não quero ver ninguém mãe, manda embora.
Gritei do quarto quase sem forças. Achei que ia vomitar mais consegui segurar.
Ele entrou pela porta. Luan. Ele estava lá me olhando sem falar nada com lágrimas nos olhos. Eu não sabia o que fazer.

Luan narrando
Entrei pela porta do quarto e vi minha menina jogada na cama. Ela estava acabada, tinha o corpo muito frágil e todo marcado de rocho, os olhos fundos e estava pálida como morta. Fiquei lá parado olhando pra ela sentindo toda a dor do mundo. Meu Deus.
- Luan?
A voz dela era baixa e surpreza.
-Ai que merda, Helena o que você tem?
Sentei do lado dela a abraçando, ela retribuiu com o máximo de força que conseguia.
-Estou morrendo Luan.
Ela disse soluçando.
- Não, não pode ser. Por quê?
Ela ainda me abraçava forte.
- Estou com câncer, não queria te machucar. Por quê você voltou? Por que não seguiu em frente?
Olhei nos olhos dela percebendo que seus pais também estavam no quarto, olhando pra nós.
- Eu te amo cara, achei que você estava brincando comigo, que não me queria mais.
Falei sentindo vergonha por nos observarem.
-Vai embora agora, finge que nunca aconteceu. Eu vou morrer logo, isso tudo vai acabar.
Agora eu estava com raiva, não ia deixar ela morrer coisa nenhuma. Não ia perder tudo o que mais amava no mundo. Não ia deixá-la sozinha. Ela tinha que lutar, tinha que tentar.
- Não vou embora, vou ficar e vamos lutar, você não vai desistir, eu não vou perder você, não vou.
Helena me abraçou outra vez, tinha medo de machuca-la ainda mais, ela estava pele e osso. Nao havia nem sinal da Helena que eu conheci. Ela estava cansada, ela não queria lutar.
-Prometa Helena, prometa que vai ficar.
Ela balançou a cabeça, as lágrimas molhando minha camisa.
Saí do quarto e ela dormiu exausta.
Sua mãe ainda me olhava com gratidão.
- Faça ela lutar, por favor, não deixe ela desistir.
Peguei as mãos dela.
- Eu nao vou desistir dela dona Sara , nunca.

Capitulo 24


Lola me ligou, havia acabado de chegar em BH.
- Oi Luan, aqui é a Lola, amiga da Helena.
Eu tinha sorte, finalmente ia ter notícias da minha pequena, saber onde podia encontra-la.
- Oi Lola, é muito bom falar com você, já estava desesperado.
Ela suspirou de um jeito pesaroso do outro lado.
- Não sei se estou fazendo o coisa certa, na verdade acho que a Heli vai me matar, mas não consigo ver ela lutando sozinha, te ignorando como se não te amasse.
Ela me ama? Estava lutando? Pelo quê?
-Os que você está falando, tá me assustando.
Ela gaguejou.
- Olha você tem que ve-la, tem que vir pra BH.
Meu Deus, o que estava acontecendo?
- Já estou aqui, acabei de chegar, me dá o endereço, vou direto pra lá.
Ela consentiu.
- Ah e Luan?
- Oi.
- Não seja um idiota, por favor.
Eu não sabia do que se tratava, a voz de Lola era chorosa.
- Vou tentar.
Desliguei o telefone e peguei o primeiro táxi em direção a casa da minha menina.
Meu coração apertado pelo medo e angústia.

Helena narrando
Acordei bem melhor, ver meu rosto no espelho dava uma tristeza danada, que falta fazia o meu cabelo, também estava puro osso e marcas rochas.
"Você não vai conseguir Helena, vai morrer com 20 anos, sem nunca ter sido mãe, sem nunca ter visto o mar. "
Aquela voz dentro da minha cabeça zombava de mim o tempo todo.
- Mãe, tira esse espelho daqui, pelo amor de Deus.
Ela saiu levando o objeto, os olhos tão fundos quanto eu. A doença estava acabando não só comigo.
Coloquei um lenço que cobria toda a cabeça. Me afundei entre os lençóis com o corpo doendo. Já não tinha forças pra sair da cama.
"Onde ele está agora? "
Lembrei do Luan segurando a minha mão, sorrindo pra mim no saguão do hotel, a ultima vez que nos vimos.
Naquela época não muito distante eu parecia ter tanto tempo, uma vida inteira pela frente.
Engoli em seco com o gosto amargo do analgésico na boca. Eu só queria um pouco mais de tempo, eu só queria um milagre daqueles.
-Você acredita em milagres mãe?
Perguntei a ela dias antes que meu lindo se apaixonasse por mim.
-Bom, não sei, nunca vi um de perto.
Agora ela acreditava, escutava minha mãe orando noites e noites a fio, prometendo mil coisas pra me ver curada.
"Essas coisas não existem mãe. "
Eu não podia falar nada, essa era a única forma dela aguentar o tranco. Eu não queria morrer, eu estava com medo, mas eu fingia que não, por que esse era o meu destino. Agente não merecia isso.

Capitulo 23


Ja faziam quatro meses e nada de Helena, eu ainda ligava e mandava recado feito um panaca. Cheguei ao hotel no sul acompanhada de uma loira que já nem lembrava o nome. Aquela seria a nFalei olhando pro Telefone me sentindo horrível. Se ele pudesse me ver daquela maneira, os olhos rochos, sem cabelo. Eu ja não era a Helena por quem ele se apaixonou, era apenas o vantasma dela.
A única coisa pela qual rezava era pra morte ser um alívio para todos nós.oite que Helena viraria apenas um lembrança na minha cabeça. Estava disposto a tira-la de mim de qualquer jeito. Estava voltando a ser o velho Luan, o cara que um dia tirou a inocência dela e nunca mais voltou por medo das consequências.
- Enquanto a loira sem nome tirava a própria roupa sensualizando na minha frente eu pensava nela, que ela nunca tinha tirado a própria roupa comigo, essa era a minha tarefa que fazia com o maior prazer do mundo.
Aquela mulher vulgar na minha frente nada lembrava minha pequena. Minha doce e tímida Helena.
- Vem cá gatinho.
Ela começou a tirar a minha roupa ja nua, nunca tinha reparado o quanto aquelas mulheres que me envolvia eram falsas, puro silicone e futilidade.
"Não Luan. Faça isso. Tente esquece-la. "
Beijei a loira que se contorcia sobre mim de um jeito fingido, tava parecendo uma atriz pornô. Que mulher mesquinha.
-Saia daqui, pelo amor de Deus, saia.
Gritei com ela irritado comigo mesmo, minha incapacidade de fingir que não estava desesperado.
A loira fez cara de choro e fiquei com pena dela.
- Que eu fiz? Você é um mau educado.
Ela não tinha culpa nenhuma, eu que era um idiota.
- Desculpe, acho que bebi um pouco demais. Por favor vá embora, não vai rolar nada.
A loira se vestiu rapidamente furiosa.
-Nunca pensei que tu fosse esse brocha Luan Lucco.
Bateu a porta com força.
Agora sim eu estava ótimo.  Largado, infeliz e humilhado.
"Não importa o quanto ela me despreze, vou atrás dela. "
Sai rumo ao aeroporto afim de pegar o primeiro vôo possível para Belo Horizonte.

Helena narrando
Mamãe e Lola rasparam o meu cabelo. Estar sem cabelo, eu que sempre tive tanto e tão grande, era estranho. Uma marca da doença. Me sentia como gado marcado a ferro em brasa. Não chorei, eu já estava conformada com meu destino, só queria fazer meus pais sofrerem o mínimo possível.
Quando fiquei sozinha no quarto escutei a ultima mensagem do Luan.
"Helena eu não sei mais o que fazer, por que você tá fazendo isso comigo cara? Agente prometeu lutar, tá lembrada? Você prometeu que ia ficar comigo, que era minha e aí você some e me deixa sozinho com todo esse vazio por dentro. Não é justo, achei que você era diferente. "
- Descupa meu amor.

Capitulo 22


Passei um mês ligando pra ela, mandando mensagem e nada.
As pessoas começaram a notar minha reação, estava triste e calado o tempo todo. É claro, eu havia sido um idiota, deixei que ela brincasse comigo, me apaixonei e foi só sair pela porta daquele hotel pra Helena me esquecer. Imaginei ela nos braços de outro. Uma lágrima desceu amarga enquanto tomava mais um gole de tequila.
- Para de beber agora Luan.
Minha mãe gritou comigo no camarim. Olhei pra ela arrasado.
- Mãe, eu to morrendo aqui sem ela. Por quê Helena ta fazendo isso?
Virei outra dose.
- Meu filho vá atrás dela, não fique aí se punindo, ta fazendo todo mundo que te ama sofrer.
Eu não tinha coragem, não podia chegar lá e ouvir que fui só um joguinho, ver que estava ótima e já havia me esquecido.
- Eu não vou, tenho que cumprir a agenda que está lotada, ela que vá pro inferno.
Outra lágrima desceu enquanto virava outra dose. Mais uma vez fui embora pra casa carregado, beber não ajudava a esquecer, cada dia a ferida era maior. Eu ainda a amava, talvez bem mais que antes.
Helena narrando
Cheguei em casa carregada por meu pai. Meu estômago estava revirando e ja não tinha nada que pudesse por pra fora.
- Tudo bem, eu to aqui amiga.
Lola colocou mais um cobertor sobre mim, a febre alta dava um frio danado. Meu corpo tremia e doía como nunca antes, cada vez era pior.
O celular em cima da mesa tocava a música dele. Luan ligava pela milésima vez, ignora-lo me matava mais do que toda aquela droga.
- Desligue.
Disse sentindo uma ânsia novamente.
- Helena, por favor, ele deve estar preocupado, atenda.
Lola limpava o suor da minha testa.
- Não. Desligue.
Disse com convicção, o que ia falar pra ele? Que era uma doente quase terminal? Que estava morrendo? Ele não merecia isso, tinha que me esquecer e seguir em frente. Eu já não era nada. Nem sabia se havia sido algo um dia.
-Ele não vai desistir, sabe disso. Esta sendo injusta.
Fiz força pra vomitar mais nada saía do meu estômago. Imaginei a cara dele me vendo assim pele e osso. Com os cabelos caindo sem parar.
- Sou egoísta sim, por que o amo de mais para deixá-lo me ver morrer. O amo demais para dizer adeus.
-Você não vai morrer, vai se curar e ficar boa.
Lola beijou a minha testa e senti as lágrimas dela misturando-se com o meu suor.
- Eu te amo Lola.
Ela me abraçou apertado.
- Eu sempre vou te amar Heli.

Capitulo 21


Liguei pra ela o dia todo, ela não me atendia, a vontade que tinha era deixar tudo pra trás e ir até ela.
"Que saco Helena, o que você está fazendo que não atende a porra do celular? "
Caiu na caixa postal pele milésima vez.
Estava exausto da viagem, tomei um banho e caí na cama.
"Deve estar tudo bem. "
Dormi esperando sonhar com a minha menina, por que não tê-la perto dava um vazio danado.

Helena narrando
Minha mãe chorava sem parar, eu não tinha reação, estava lá de olhos arregalados não conseguindo acreditar no que o médico acabava de dizer.
"-Você está com câncer, em estágio muito avançado. Sinto muito. "
O quê? Eu ia morrer? Não podia ser verdade.
Minha mãe saiu do quarto cambaleando, meu pai veio de encontro a mim e me colocou entre os braços.
- Pai, eu vou morrer?
Finalmente conseguia chorar.
- Não Heli, vai ficar tudo bem.
O médico começou a falar do tratamento, mas eu não estava prestando atenção, eu só sentia aquela dor horrível me dilacerando por dentro.
" Luan, meu Luan. "
A vida tinha fodido comigo, que merda.



capitulo 20


 Luan narrando:
   Dentro do avião um tanto de gente conversava coisas banais. A imagem dela ainda estava na minha cabeça. O beijo na porta do hotel. Quando a veria de novo?
Parecia impossível ser dela. Tanta coisa estava entre nós, tinha medo que a machucasse, até mesmo fisicamente, algumas fãs não tinham limites.
   Respirei fundo olhando as nuvens lá fora. Onde será que estava a minha menina naquele momento?
   Helena narrando:
   Minha mãe estava furiosa, me tratava como criança.
   -Responde Helena, onde você estava?
    Pensei em explicar, pior do que não entender era o fato de que não acreditaria.         Resolvi que preferia ela com raiva do que me achando maluca.
   -Não vou contar, sou maior de idade mãe, eu conheci alguém e tenho responsabilidade a senhora sabe muito bem, é só isso.
    Entrei pro quarto e tranquei a porta antes que ela revidasse.
    Pela primeira vez na vida ia matar um dia de trabalho, eu estava triste e sentia uma tonteira um pouco estranha. Que dia pra ficar doente, né?
    Tinha que tomar um banho mas meu corpo estava mole, também não queria tirar o perfume dele do meu corpo.
   Eram duas da manhã quando saí de casa carregada por meu pai, direto pro hospital.
   O quarto todo branco trasmitia uma certa paz. Estava bem melhor quando o médico entrou pela porta com alguns exames na mão. Meu pai foi em direção a ele preocupado. Os dois falavam baixo, não dava pra ouvir. Rapidamente sairam do quarto e a medicação fez que eu dormisse.
"-Luan? Por que está aqui?
Ele olhava pra mim sem nada dizer, os olhos inchados de tanto chorar. Estávamos no quarto branco de hospital.
-Helena, eu sinto muito.
Tentei tocá-lo, minha mão passou direto, eu era como um fantasma. Fiquei de pé e vi meu corpo sobre a maca. Morto."
Acordei assustada, a agulha do soro provocou certo incomodo me fazendo deitar com calma na cama. Papai não estava mais lá, só minha mãe, olhando pela vista da enorme janela de vidro.
Recuperei o ar tentando esquecer do sonho terrível.
"Está tudo bem, está tudo bem."
Minha mente repetia como um mantra. Quando mamãe se virou pra mim sua face era cansada e trite, muito triste.
-Tudo bem agora filha.-Se sentou ao meu lado.-Ficarei aqui com você.
Fiquei preocupada com aquela reação.
-Mãe o que eu tenho? Posso ir embora? Detesto hospital.
Ela respirou tentando não chorar.
- O médico ainda vai fazer mais alguns exames, não sabemos direito o que aconteceu.Tenha paciencia filha.
-Mãe você está me assustando, é algo sério?
Ela me abraçou.
-Não é nada, sou exagerada você sabe. Agora descance.
Ela saiu do quarto me deixando com o coração na boca, parecia ainda estar dentro daquele pesadelo terrível. Meu Deus o que eu tenho?
 




parece que nossa história teve uma reviravolta, para o bem? Para o mau? Esperem os próximos capítulos.

Capitulo 19


" -Helena... Helena... Helena.
Procurei por ela no meio da neblina, árvores e escuridão na floresta densa e ela não aparecia. Gritei, implorei por ela, mas via apenas vultos.
- Helena, por favor volte.
Ela não aparecia, não me ouvia, ela continuava correndo. Estava exausto, desesperado, caí ao chão com o coração na boca.
- Helena?
Tinha a perdido. Meu Deus. "
Acordei assustado buscando o ar. Helena do meu lado me olhava sonolenta.
- Luan?  O que foi?
Agora ela também estava assustada.
A abracei apertado, tão de repente que caí sobre ela na cama.
- Luan, você é muito pesado, tá me sufocando, que aconteceu? Me fala por favor.
Ela falou baixinho.
Eu não conseguia parar de abraça-la, não queria mudar de posição.
- Eu achei que...  ai Meu Deus foi tão ruim...  achei que tinha te perdido.
- Tudo bem, estou aqui.
Ela passou os braços sobre minhas costas a acariciando.
- Eu vou embora quando amanhecer.
Helena tentou se mecher em baixo de mim, não a soltei. Ela era tão pequena, comecei a ficar com medo de machuca-la    .
- Não vai, não me deixa.
Ela me apertou, aquilo estava acabando comigo.
- Tenho que ir, não posso decepcionar as pessoas que estão contando comigo.
Senti ela beijar o meu ombro.
- Eu sei.
Disse conformada.
- Isso não é um adeus, eu prometo.
Deitei de costas para cama fazendo com que ela deitasse por cima de mim. Ela era leve, minha menina transmitia um calor quase curativo. Ela olhou pra mim.
- Você é tão lindo.
Sorriu.
- Você é que é linda.
Ela ficou séria.
- Luan eu estou com medo.
- Eu também estou.
Tudo estava contra nós. O futuro era incerto e parecia terrível.
- Faz amor comigo.
Helena me beijou.
- Achei que você só  fizesse sexo.
Toquei as costas nuas dela deixando o lençol descer devagarinho.
- Não posso so fazer sexo sentindo o que sinto.
Helena me beijou de novo, dessa vez com carinho e sem pressa. Os seios dela se movimentando sobre minha pele. Queria ela sempre assim, perto, pele com pele.
Helena foi descendo devagar, sua boca explorando os caminhos que ela fazia.
Aí ela chegou lá, meu sexo demonstrava todo meu desejo por ela. Helena colocou as mãos.
- Ainda faz isso?
Fez um movimento pra cima e pra baixo. Meu Deus, por que ela queria saber isso?
- Não depois que estive com você.
Disse surpreso com a atitude dela.
- Pode me mostrar?
Fiquei de joelhos na cama, ela estava em pé logo a minha frente, olhava pra minha ereção de um jeito curioso.
- Me dê as mãos.
Ela apoiou as dela sobre as minhas. Coloquei-as no lugar, ela ainda olhava intrigada. Começamos bem devagar. Olhar pra ela pela fraca luz da lua, enquanto ela me masturbava, nunca tinha vivido algo assim, minha menina era incrível do jeito tímido e curioso dela.
Helena respirava de forma irregular, as mãos dela eram macias e quentes, muito quentes. Tirei as mãos e ela pareceu confusa.
- Continue.
Ela estava insegura.
- Não sei se consigo.
Ela ainda me tocava, não se mechia.
- Feche os olhos, aja por instinto.
Minha menina fechou os olhos, ela continuou no ritmo perfeito. Fiquei olhando pra ela ali, Meu Deus que linda, isso me deixava louco. Se ela continuasse eu iria gozar.
- Helena.
Ela abriu os olhos que queimavam de desejo. Estava quase sem ar.
- Pare.
Ela tirou as mãos de mim. Helena nua na minha frente, podia gozar so de olhar pra ela. Precisava do corpo dela no meu. Quando estaríamos juntos novamente? Eu não fazia idéia. Já sentia o vazio e queria recuperar todo o tempo.
- Vem aqui.
Pedi que segurasse na cabeceira da cama, de costas para mim. Helena segurou um pouco tímida se inclinando para frente na cama. Coloquei as mãos sobre as dela beijando seu pescoço. Helena gemeu.
- Tudo bem?
-Sim.
Ela disse baixinho. Encostando o corpo no meu. Ela queria, queria que eu a tocasse daquele jeito.
   "Boa garota. "

Essa posição me fazia ter o controle, sentir o cheiro do cabelo dela. Naquele momento tudo o que precisava era disso.
Toquei o sexo dela e Helena estremeceu. Enfiei os dedos bem devagar.
- Princesa acho que está pronta, posso sentir.

Enfiei os dedos um pouco mais fundo. Helena gemeu jogando a cabeça para trás, enterrando os cabelos em meu rosto.
- Luan por favor
. Ela implorou.
- Por favor o que?
Precisava que ela pedisse, precisava ouvir claramente da boca dela.
- Faça amor comigo, por favor.
Ela mechia o quadril contra meu sexo. Já não aguentava mais. A penetrei de uma vez só, bem forte. A cama fez um barulho abafado. Helena gemeu de novo.
- Outra vez?
Parei dentro dela.
- Por favor, de novo.
Saí lentamente e ela empurrou o quadril contra o meu fazendo-me penetra-la de novo, bem fundo.
- Ah, Helena.
Falei o nome dela degustando toda a sonoridade. Que nome lindo, lindo como ela. Ficamos nesse ritmo, eu saindo de vagar e ela me fazendo entrar forte. Gozamos juntos. Helena e eu caímos exaustos na cama.
- Eu não vou te deixar.
Ela sorriu sonolenta.
- Promete.
Cobri o corpo dela que estava agora sobre o meu com o cobertor.
- Prometo.
Falei mesmo sem saber o que fazer. Eu a amava, esse era o sentimento. "Eu a amo. " Dormi com a certeza na cabeça.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Capitulo 18


Helena narrando
- Tudo começou um ano atrás quando te vi na televisão, estava passando com um balde de pipoca e deixei cair tudo. Você estava lá cantando e a câmera focou no seu rosto. Eu não falei nada, minha mente te reconhecia de alguma forma. No primeiro momento foi intrigante e achei a situação engraçada. Nunca tinha te visto na vida.
Os dias passaram e sonhava com você todas as noites, em cada sonho agente se abraçava, se beijava, fazia planos. Aquilo começou a me assustar. Comecei a pensar nisso o dia todo. O tempo passava e eu fazia tudo pra não falar, não ler nem pensar em você. Só que não adiantava.
Luan estava chocado enquanto acompanhava a narrativa. Olhava pra mim de um jeito estranho, não sei explicar.
- Você se apaixonou por mim? Sem nem me conhecer? Sem nem ao menos ser minha fã?
Morrendo de vergonha balancei a cabeça em sinal afirmativo.
- Eu tentei Luan, fiz de tudo pra sair dessa situação, pra parar com essa coisa doentia. Mas não consegui. O show foi a última tentativa, deu tudo errado.
Minhas lágrimas derramaram sem que pudesse impedir. Eu o amava tanto. Explicar o porque como?  Se nem eu mesma sabia. Agora ele sabia quão louca era, ainda sim o que mais queria era que ele me abraçasse, dicesse que tudo ficaria bem, mentisse pra mim.
- Como assim o show foi a última tentativa? Helena não chore.
Luan se ajoelhou na minha frente. Limpou as lágrimas devagar. Aquela mão quente e reconfortante.
- Eu queria me sentir só mais uma, só mais uma idiota na plateia sonhando com você, um cara que sabia ser impossível.
Luan ficou com os olhos marejados, as mãos agora apertavam minha perna. Um sinal de angústia.
- Foi aí que eu te escolhi. Que te levei pro meu quarto e fiz amor com você. Que te fiz mulher da forma mais mesquinha, e sem nenhuma compaixão te procurei outra vez, por puro egoísmo, por que você era boa demais pra mim, ainda sim ignorei o canalha que era pra te ter de novo. Eu sinto tanto pequena. Eu sou um idiota. Acabei com seus sonhos.
- Não Luan, você não tem culpa, eu sabia do risco e quis ficar. Eu sou a culpada.
O abracei apertado, não queria que ele se sentisse assim, ele estava sofrendo e a culpa era minha, da minha irresponsabilidade.
- Tenho culpa sim, sou esse cara fodido, machuco as pessoas Helena. Sou tão filho da puta que mesmo depois de tudo não quero que vá embora. Não quero perder você.
Nós estávamos chorando feito crianças, as lágrimas dele molhavam meu ombro, eu o apertava como se aquilo fosse tirar nossa dor, acabar com aquele vazio. Mas não estava funcionando, nunca iria.
- Quer o quê de mim Luan? O que você quer?
Ele segurou meu rosto olhando nos meus olhos.
- Eu não sei, nunca senti isso antes. A única coisa que sei é que não consigo mais ficar longe, preciso de você perto  de mim, preciso que você me deseje, que me toque, que faça amor comigo.
O beijei com toda minha força. Queria que ele soubesse que o amava, o quanto o amava.
Luan retribuiu o beijo com a mesma intensidade. Suas mãos no meu cabelo deixavam claro o que passava em sua cabeça.
"Por favor não pare, não se afaste de mim. "
Aquela situação era complicada e eu não sabia o que significava ficar ou não. Ainda sim não o soltei, não parei de beija-lo.  Desejava o Luan, queria o corpo dele no meu, as mãos nas minhas, queria que ele se perdesse em mim, mostrar que era dele, tirar a medo de seu coração.
Talvez ele me ame.
Luan me deitou na cama e esqueci de tudo.

sábado, 5 de dezembro de 2015

capitulo 17


Acordei um pouco confusa, minha cabeça pesava uma tonelada e o estômago doía muito. Ao olhar pra cima o vi. Estava nos braços dele: Luan.
- Oi.
Ele sorriu aliviado.
- Oi.
Levantei ainda um pouco tonta me sentando na cama.
- O quê houve?
-Você apagou.
Tentei lembrar do que tinha acontecido. Notei que ainda estava no quarto do Roberval.
- Tô morrendo de fome.
Luan sorriu.
- Posso pedir alguma coisa. Vamos pro meu quarto? Temos muito o que conversar.
Pensei se devia ir. Estava cansada demais para lutar.
- Tudo bem, e o Roberval?
Está no saguão conversando com minha mãe, ela acabou de ligar.
Fomos pro quarto do Luan, eu me apoiava nele, estava tão fraca, nunca passei tão mau.
Alguns minutos e a comida veio. Era uma massa maravilhosa, enquanto comia Luan falava com Roberval pelo telefone. Ele parecia triste. Isso me machucava. É claro que o motivo era eu.

Luan narrando
Falei com Roberval, esperava que não fizesse fofoca pra dona Marizete, não queria ela preocupada.
Enquanto isso olhava Helena em cima da minha cama, ela comia com vontade, tirava o molho dos lábios com a língua. Lembrei daquela boca em mim, isso era sexy pra caralho. Tentei não ir lá e beija-la com força, porque cara, eu tava muito afim.
Me dava uma sensação boa vê-la perto de mim e segura. Sentei na poltrona de frente pra cama.
- Agora entendi, você não comeu nada o dia todo né?
Ela balançou a cabeça envergonhada.
- Nunca mais fassa isso, pelo amor de Deus Helena, você me assustou.
- Tudo bem.
Ela pareceu sincera, fiquei um pouco mais calmo.
- Por que você foi embora?

Helena narrando
Eu não sabia o que responder, o que quer que dicesse pareceria uma cobrança, e agente não tinha nada.
- Eu só quero parar com isso. Quero ir pra casa e esquecer.
Luan parecia confuso. Ficou me olhando sem dizer nada. Já ia falar algo quando ele quebrou o silêncio.
- Eu não entendo você menina. Você não me diz nada Helena, não se abre. Por favor, fala a verdade.
Aí meu Deus, o que fazer?  Contar a verdade? Talvez se ele descobrisse a idiota que eu era me deixasse ir embora.
- Tá, vou contar. Acho que não vai querer saber de mim depois disso.
Ele sorriu triste.
- Eu sempre vou querer saber de você.
Tentei acreditar que era verdade, ignorar tudo o que o Roberval disse e ser sincera.  Aquela era a hora de contar tudo, custasse o que custasse.

capitulo 16


Roberval me ligou e corri até seu quarto. Encontrei minha menina deitada na cama dele. Tão frágil, parecia até um anjo.
- Acho que ela desmaiou.
Roberval disse olhando pra ela.
-O que ela estava fazendo aqui, no seu quarto?
- Eu só queria protegê-la.
Quem devia protegê-la era eu, queria matar ele.
-De mim?
- É claro, não se fassa de sonso, não vê que ela é só uma menina? Não tem noção não?
Respirei fundo, Roberval tinha razão. O que eu fazia não era justo, afinal de contas, o que sentia por ela? Não fazia idéia. A única coisa que sabia é que não queria ficar longe, que precisava dela perto de mim.
-Gosto dela Leo.
Roberval riu na minha cara.
-Para com isso seu cretino, é claro que não gosta nada.
O desdem dele amargo.
- Gosta dela por que? Olha as mulheres que já te vi, ela não tem nada a ver com elas. É muito bonita, mas já te vi com outras bem mais bonitas que ela.
  Pensei no que ele disse. Ela era linda mesmo. Sentei na cama colocando a cabeça dela no meu colo. Estava respirando bem, parecia estar só dormindo.
-Você acertou, ela é diferente das outras. É tímida, curiosa, corajosa, estabanada e engraçada, ela é tudo que eu nunca tive. Não a mereço, eu sei. O fato dela gostar de mim é como um milagre. Achei que alguém assim nunca olharia pra mim.
Desabafei. Aquilo mais pareceu uma confissão pra mim mesmo, eu não tinha idéia do quanto ela era importante. Enquanto acariciava o seu cabelo pensava no quanto ferida estava, o Roberval tinha pegado pesado.
-Luan, do jeito que você folou agora mano, quer dizer, eu te conheço, parece até que você tá... não, não pode ser.
-Ela desmaiou por sua culpa não foi?
De repente a ficha caiu. O que ele tinha dito pra ela?
- Cara, eu não fiz nada, juro.
Ele parecia sinsero. Eu não sabia o que fazer, o tempo estava passando e ela não acordava.
 

capitulo 15


Sentei na cama do quarto do Roberval um pouco desajeitada. Como era incomoda aquela situação, porem, haviam muitas perguntas na minha cabeça.
-Quer beber alguma coisa?
Ele foi em direção ao frigobar.
-Não, obrigada.
Roberval sentou na poltrona de frente a cama,estava sério.
-Helena, certo?
-Sim.
Ele respirou fundo.
-Por que estava aqui garota? O que
o Luan quer com você? Quer dizer, não precisa nem falar, eu já posso adivinhar.
Onde ele queria chegar com aquela conversa? Tratei de explicar.
-Olha o Luan não fez nada tá, sou maior de idade. Sei o que estou fazendo.
Roberval deu um riso falso.
-É isso que ele quer que você pense. Helena o Luan vive com um monte de mulher, todo show ele aparece com alguma nova. A gente só vê elas saindo do quarto dele no meio da noite, depois nunca mais.
Ele estava certo, o Luan era assim, mais será que era assim também comigo? Parecia que ele sentia algo. Será que estava fingindo? Meu Deus, eu tinha me iludido igual uma idiota.
-Ele dormiu comigo. Duas vezes.
Contei tentando achar algum sinal que ele fosse diferente.
-Dormiu?- Roberval pareceu surprezo, depois voltou ao sinal de alerta.- Olha garota você é muito bonita e jovem, têm um jeito tímido, o que não lembra em nada o tipo dele. Não concordo com o que ele faz, por isso senti que devia tentar avisar. Me chame de romantico se quiser, mas, não acho que se deve brincar com o sentimento de alguém.
Balancei a cabeça ainda tentando processar toda aquela informação. Finalmente alguém havia jogado na minha cara tudo o que no fundo estava cansada de saber.
-Você gosta dele?
Balancei a cabeça de novo, respirando fundo pras lágrimas não escorrerem, pra dor não sair com tudo.
-Você não é a única, não sei o que vocês mulheres viram nele, todas o querem. Não estou dizendo que ele não presta, eu
gosto muito dele e um grande amigo, mas ele nunca se apega a nínguem, em quisito de mulher ele é um galinha.
Peguei minha bolsa e levantei da cama. Senti uma leve tonteira. Não havia comido nada o dia todo, lembrei na hora.
Roberval me segurou antes que caísse no chão. Senti meu corpo sendo suspenso, de repente escuridão. Eu tinha apagado.

capitulo 14


No elevador tocava uma daquelas músicas fúnebres, o que fazia meus batimentos dispararem. Por mais tempo que passasse com ele seria sempre assim. Sempre iria parecer a primeira vez. Olhei no relógio, 21:00 h. Minhas mãos estavam suando, o que ele queria comigo? Além daquele joguinho é claro.
Parei em frente ao quarto tomando coragem para bater, só que ela não vinha, alguma coisa dentro de mim estava errada. Me assustei com um cara do meu lado. Era o Roberval,
o secretario e melhor amigo do Luan, já tinha visto em fotos.
-Oi.
Disse sem graça.
-Oi.
Ele respondeu meio desconfiado.
-Vai entrar?
Roberval fez sinal indicando a porta.
-Acho que não.
Me virei pra ir embora. Luan abriu a porta.
-Helena?
Olhei pra ele toda sem graça.
-Estava indo onde?
Luan perguntou ignorando a presença do
amigo.
-Tenho que ir embora.
Falei com pesar. Não sei, do nada me deu vontade de sair dali, alguma coisa dentro de mim pedia que eu fosse embora sem olhar pra trás.
-Gente eu to boiando aqui.
Roberval se colocou entre nós.
-Roberval vai embora.
Luan falou isso de um jeito meio estúpido.
Comecei a sair de lá deixando os dois para trás, Luan foi atrás de mim. Segurou meu braço.
-Por favor, fica.
Seu olhar estava implorando.
-Larga ela agora Luan.
Roberval chegou tirando o braço dele de mim. Os dois começaram a se estranhar.
-Sai daqui Roberval, você não sabe de nada cara.
-Não vou sair, não vou deixar você fazer o que quer que seja com essa menina. Olha só pra ela, tá morrendo de medo. Você é um idiota.
Meus Deus, eles estavam brigando por minha causa.
-Parem agora.
Empurrei cada um pra um lado. Pareciam crianças. Pelo visto o Roberval estava querendo me defender do
Luan Como assim? Sera que o Luan era esse monstro todo? Eu só via o amor da minha vida.
Luan segurou minha mão.
-Fica.
Me olhou desesperado.
-Não posso, tenho que ir.
Soltei a minha mão e saí correndo a tempo de pegar o elevador que ia descendo.
"Por que deixei ele? Por que não fiquei?"
Aquilo tudo não era fácil. Saber que ele só estava brincando, que o
roberval achava que o amigo era um monstro. O que faria comigo. Acabaria destruindo meu coração que já sangrava demais.
Antes que pudesse entrar no táxi Roberval me muxou pela mão.
-Precisamos conversar.
Fiquei envergonhada que ele me visse chorando. Limpei as lágrimas com as costas das mãos.
-Tenho que ir.
-Por favor Helena, é importante.
Fiquei pra ouvir.

sábado, 28 de novembro de 2015

capitulo 13


Helena narrando
Fui atrasada pra empresa. Passei feito uma louca pela Lola que fez um olhar furioso. Odiava o fato de ela estar com raiva de mim.
Aquela editora era minha paixão, mas naquele dia seria impossível revisar tanto texto com qualidade. Minha cabeça estava nas nuvens.
Assim que sentei em minha mesa o celular vibrou.
"Oii, sou eu o Luan. Obrigada pela noite maravilhosa, tenha um bom dia. "
Fiquei sorrindo igual idiota. Quando em toda minha vida imaginei que aquilo podia acontecer? NUNCA.
Digitei uma resposta.
"Oii,  de nada, não se acostume. "
Fiquei rindo imaginando a reação dele ao ver aquela resposta. No mesmo instante Luan respondeu.
"Olha só, já está se sentindo. Tem muito que aprender ainda garota."
Ele era abusado né, olha como me respondeu. Tá que eu era inexperiente, mas precisava esculachar?
Lembrei da noite anterior. De colocar a camisinha nele. Corei na hora. MEU DEUS. Que vergonha, onde estava com a cabeça? Fiquei pensando que talvez ele estivesse me achando uma atirada.
Digitei uma resposta.
"Ontem, fiz coisas que me envergonho. Acho que passei dos limites. "
Esperei uma resposta e nada. Meu chefe passou fazendo cara feia e voltei ao trabalho. Era tanta papelada. Quando percebi o dia ja tinha passado. Ser estagiária era bom por isso. Olhei no celular e nada de resposta do Luan. Fiquei angustiada. Ele nem havia visualizado. Devia estar ocupado demais pra mim, ou estava me ignorando mesmo. As duas coisas eram tristes.

Luan narrando
Meu arleyde ligou furiasa atrás de mim. Eu só tinha mais um dia em BH. O próximo evento que faria seria em São Paulo, tinha que chegar com antecedência.
- O quê você tanto faz aí meu filho?
arleyde parecia intrigada.
- Nada, so dando um tempo.
Ele deu risada.
- Aposto que tem mulher na parada. Você não presta mesmo, sua lista é incalculável.
Ela estava certa, tinha mulher no meio, mas, dessa vez era diferente.
- Tem uma chamada em espera. A gente se fala amanhã antes que eu vá pro aeroporto.
Troquei de linha e era o marreta .
- Fala garoto?
- Ta atoa ai?.
- to por que?.

- vem aqui pro quarto do pexola tamo fazendo uma roda de viola,anda vem logo
- tá to indo boi
ficamos a tarde toda tocando umas modas de viola antigas , lembrei do celular havia uma mensagem da Helena que não tinha lido.Fiquei pasmo, ela estava arrependida do nosso encontro, achava que tinha feito o que não devia.
Cara eu tava muito puto com ela. O que agente tinha feito de mais? Nada. Foi uma noite perfeita e ela colocando defeito. Na hora ela parecia feliz, depois dizia que estava insatisfeita. Minha cabeça tava bugando já.
Digitei uma resposta.
"Helena, agente não fez nada de mais. Não sei pra você mais pra mim foi ótimo. Não coloque estereótipo, quando agente sente desejo age com o instinto, todo casal deve ter liberdade pra se amar do jeito que quiser. Você não imagina tudo o que quero fazer com você, as ideias são inúmeras. Tenho que te ver de novo. "

Helena narrando
Li a mensagem do Luan e pensei no que ele disse. Ele estava certo, eu tinha sido exagerada e havia magoado ele. Pra ele foi ótimo. Lembrei de tudo. Pra mim também, perfeito.
Ele ainda queria fazer outras coisas comigo. Mas o quê? Eu estava louca com a expectativa.
Fiz prova no primeiro horário da facul, saí cedo, ainda eram 20:00. Respondi a mensagem.
"Tem ideias? Estou curiosa."
Ele logo respondeu.
"Vem me ver e te mostro. "
No caminho do hotel Lola estava calada processando tudo o que contei para ela.
- Gente que treta. E agora?
- Eu não sei. Só estou pensando no momento por enquanto.
Olhei pra ela animada.
- Sabe que pode dar merda né?
Fiz que sim com a cabeça, um gosto amargo na boca, pensando no quanto o amava e que ele só estava a fim de sexo.

capitulo 12


Luan narrando
Acordei e la estava ela do meu lado, podia sentir o leve perfume de condicionador do seu cabelo. Enquanto isso lembrava da noite anterior, os olhos da Helena nos meus, os beijos, o corpo dela. Dava vontade de acorda-la naquele momento e fazer tudo de novo, sem o mínimo de pressa.
"Como ela meche tanto comigo? "
Havia uma sensação dentro de mim, um medo de que ela fosse embora e nunca mais a visse. A abracei apertado.
Helena abriu os olhos devagar, assim q olhou pra mim sorriu, um sorriso contagiante e pleno. Vê-la sorrir era um bálsamo pro meu medo.
- Aí meu Deus, quantas horas?
Ela saiu enrolada no cobertor, procurando o celular.
- Estou tão atrasada, meu chefe vai me matar.
Catou suas roupas pelo chão.
Eu não sabia o que fazer, odiava pensar que Helena ia embora. Vesti um roupão.
- Então você trabalha?
- Sim. Onde fica o banheiro.
Ela estava engraçada enrolada naquele pano todo.
- Fica ali.
Indiquei o caminho. "Porque não podia vestir a roupa na minha frente? Eu conhecia cada parte do corpo dela. "
Alguns minutos depois estava vestida e pronta pra ir. Eu tinha escovado os dentes e ainda usava o roupão.
- Eu te levo.
- Não... por favor não.
Helena se assustou.  "Será que tinha se arrependido? " Só a ideia me deixava perdido.
- Tá bom, como preferir. Você volta? Ainda vou te ver?
- Espero que sim. -Ela sorriu e meu coração se acalmou.
Helena anotou seu número em meu celular e saiu apressada, não me deu nem um beijo, não me tocou. Eu precisava dela perto, bem mais perto, o fato de não me tocar dava uma insegurança danada.
Pela janela do hotel a vi pegar um táxi e sumir de vista.
Aquela cama parecia enorme sem minha menina. Olhar pra ela me fazia relembrar o melhor sexo da minha vida.
"O que tá acontecendo comigo?"
Na lista ela anotou seu contato com o título - Sua Elena.
- Minha.
Falei auto feliz igual um idiota. Quando minha mãe, meu pai, Bruna, Arleyde e todas as fãs descobrissem meu caso com Helena a parada ia ficar sinistra. Só de pensar senti um frio na espinha. "O que eu quero dela? " O quê sinto por ela? " Essas eram as questões que não conseguia responder, mas, que precisava.

capitulo 11


Luan narrando

Helena tinha aceitado ficar, ia ser minha. Senti uma felicidade que me deixava confuso.
- Vou tirar sua roupa.
Coloquei as mãos em cada lado na Barra do vestido. Senti sua pele tremendo, dessa vez não por medo, Helena queria que eu a tocasse, desejava isso. Tirei o vestido lentamente deixando que meus dedos sentissem toda a sua pele por onde passavam. Nossa respiração estava irregular. Pronto.  Helena estava só de calcinha na minha frente.
Que visão maravilhosa, ela parecia uma Deusa. Eu era um filho da puta sortudo.
Nem estava tocando-a e minha excitação era latente. Seu corpo pedia pra ser tocado, não so com as mãos.
Tirei a camisa, os tênis e a calça jeans olhando pra ela que estava sem jeito.
Era tão inocente, sua timidez aumentava ainda mais o meu tesão.
Coloquei a boca em seu pescoço e ela gemeu baixinho.
"Aí que sensação boa, ela me deseja, me quer. "
Fui descendo devagar até seu seio. Assim que meus lábios os tocaram ela segurou o meu cabelo. Seus dedos acariavam mecha por mecha, enquanto isso eu a mordia e chupava. Ela tinha um gosto bom, não dava vontade de parar.
- Confia em mim?
Ela fez que sim.
A levei pela mão até a cama me sentando na beirada. Pedi que sentasse no meu colo e ela passou as pernas por minha cintura ficando de frente para mim. Quando seu sexo tocou o meu a sensação foi... Incrível... Divina.
Helena me beijou como nunca havia feito, sua língua buscava a minha explorando todas as possibilidades, enquanto isso seu quadril se mechia por instinto sobre minha ereção. Já não aguentava mais aquela tortura. Como era gostosa. Fiquei ainda mais duro.
- Helena, pare.
Ela olhou pra mim buscando o ar, o desejo lhe caía muito bem, estava ainda mais linda. Precisava estar dentro dela, já.
Fui até a mesa e peguei uma camisinha, abri o laminado.
- Quer que eu coloque?
Ela estava tímida de pé a minha frente. Quase tive um treco, so de imaginar a boca dela em mim.
- Quero muito.
Ela se abaixou e tirou a boxer, falei como fazer. Ela nunca tinha feito algo assim antes. Aquilo me deixava satisfeito.
Senti o calor da boca dela em mim. MEUS DEUS... Aquilo devia ser proibido de tão bom. Ela enfiou um pouco mais e tive que me esforçar pra não gozar. Helena foi um pouco mais fundo, ela empurrava devagarinho com os dentes. Olhar pra ela daquele jeito me deixava maluco.
Ela se levantou satisfeita com o resultado.
- Acabei.
Dava pra ver que gostava de me ver excitado por ela. Ainda sim era tão doce e tímida.
Tirei sua calcinha sem deixar de olhar nos seus olhos. Ela não me tocava e isso estava me encomodando.
Deitei sobre ela no Centro da cama. Escorei o peso nos cotovelos evitando joga-lo todo sobre ela. Minha menina ainda me olhava com expectativa.
- Tá sentindo isso?
Esfreguei minha ereção sobre ela.
- Aham.
Ela disse com a voz trêmula.
- É o tanto que quero você. - Encostei os lábios em sua orelha- Quero estar dentro de você.
O corpo de Helena se contorcia em baixo do meu, cada toque a fazia estremecer, era muito sensível. Nunca havia estado com uma mulher assim, Helena estava completamente entregue a mim, totalmente minha.
- Posso?
Ela entendeu.
- Sim.
Deslizei o mais devagar possível pra dentro dela. Ela era tão apertada. Podia sentir cada sentimetro dela em baixo e ao redor de mim.
- Han... awn...
Helena gemia baixinho, suas pernas se movimentavam sobre as minhas. Aquele som era como uma canção. Podia ouvi-lo pelo resto da vida.
Aumentei o movimento de vai e vem, Helena empurrou o quadriu contra o meu, estava todo dentro dela, podia senti-la por inteiro.
- Ah... ah... ah
Helena beijou minha testa de um jeito doce, enquanto isso eu me perdia dentro dela, dentro da minha menina.
Os espasmos dela faziam pressão em mim.
- Luan... acho...  Que eu estou gozando.
As palavras dela me fizeram desabar, acabei gozando junto com ela, longos segundos ali, pulsando.
Exausto deitei todo meu peso sobre ela.

Helena narrando
Luan ainda estava dentro de mim. Eu havia acabado de ter uma seção de orgasmos multiplos, e havia sido sensacional. Assim que recuperou o fôlego Luan saiu lentamente de dentro de mim. O peso dele era reconfortante e seguro. Estávamos exaustos e ele se deitou do meu lado. Coloquei a cabeça em seu peito. Como podia ser tão lindo, diz carinho em sua barriga me sentindo a pessoa mais feliz do mundo. - Fica comigo? Disse quase adormecendo. -Você me quer? - Mais do que qualquer outra coisa. Adormeci com aquela frase na cabeça.

capitulo 10


Helena narrando
Mau podia acreditar no que meus olhos viam. O Luan em carne e osso bem na minha frente, cumprimentando o Júnior. Parecia até brincadeira. Eu não sabia ao certo o que sentir.
Ele ficava me olhando sem parar, mas não sei porque.  Aquilo era demais pra mim. Ele simplesmente não podia sair da minha vida? Por quê?
Levantei um pouco desajeitada e passei por ele como um trem bala.

Luan narrando
Helena passou por mim e não disse nada. Estava indo embora sem nada dizer, isso não ia ficar assim. Deixei todos boiando e fui atrás dela. Nem pensei nas consequências daquela atitude impulsiva.
- Helena? Espera aí .
Agarrei o braço dela que ficou me olhando assustada. Estavam presentes naquela hora minha ansiedade, acho que o medo dela, e o barulho dos carros na avenida. Aquela calçada era uma confusão entre nossos pensamentos.
- Tá fugindo de mim?
Ela puxou o braço se soltando.
- Tá me seguindo?
Dei risada, ela conseguia ser engraçada até numa hora daquelas.
- Na verdade não, acho que tenho sorte.Vi o seu bilhete. Não consigo entender.
Os olhos dela ficaram marejados, algo estava acabando com ela.

Helena narrando
Ele tinha visto meu bilhete. Me senti envergonhada e idiota. Ele ainda lembrava meu nome. Tudo me deixava confusa. Minhas forças ja estavam na reserva. Eu estava cansada de lutar.
- Não era nada, so uma citação idiota. Esquece.
Tentei continuar lutando. Minha vontade era correr pros braços dele.
- Agente precisa conversar, mas não aqui. Vem comigo.
Ir com ele? Mais uma vez? Não sabia o que fazer.
- Não Luan, você já teve o que queria, não está satisfeito? Me deixa ir embora, para de fazer isso comigo. Que inferno, ja não aguento mais.
Desabei, chega de personagens, ele não ia me fazer sofrer a vida toda. Tinha que sair dali, parar de ser o joguinho dele.
Me virei e sai andando depressa novamente, não passava um táxi por aquele lugar. Que saco.
Luan me alcançou puxando meu braço novamente.
- O quê eu te fiz menina? Parece que me odeia. Eu te machuquei? Fala comigo, porque isso está me matando.
- Luan eu...
- Vem comigo Helena, por favor, eu imploro se você quiser tá.
Luan ficou de joelhos na calçada, tava estragando todo o jeans lindo que vestia.
Ver ele daquele jeito, tão vulnerável e culpado, eu não podia aguentar.
- Por favor, levanta daí.
Mas ele não levantava, me abaixei ficando de joelhos em frente a ele. Foi a única alternativa que encontrei pra que ele me ouvisse.
- Por favor Luan, as pessoas estão olhando, levanta daí. Eu vou com você.
Ele sorriu de um jeito tímido.
Levantamos e ele pegou a minha mão. Justamente na hora que passou um táxi. Luan deu sinal e entramos. Pelo vidro traseiro pude ver Lola e uns caras procurando por nós. Outra vez la estava eu indo pro apartamento dele. No que isso ia dar? Tinha até medo.

capitulo 9


Helena narrando
O barzinho era um lugar bem aconchegante e lindo. Tocava música sertaneja e era bem frequentado. Lugar de gente rica.
- Porque estamos nesse lugar metido a besta?
Todos na mesa riram. Como todo ano havia me esquecido do aniversário do Júnior, afinal, sempre fui ruim com datas.
- Desculpa amigo, de novo.
Júnior riu descontraído,  já estava acostumado.
- Tem problema não Heli,  tá tudo certo.
Levantei e dei um longo abraço no meu nerd favorito. Aquele menino já tinha me tirado de muita roubada na facul.
A conversa estava muito boa, relembramos alguns micos, viagens, planos...  Por um momento me senti eu mesma novamente. Aquelas pessoas faziam com que me sentisse normal, não a maluca apaixonada por cantor famoso. Essa minha face quem conhecia era só a Lola, que por vez ou outra notava meu olhar perdido.
Ela piscou pra mim do outro lado da mesa. Dei um sorriso amarelo tentando me animar com o momento. Nove pessoas em uma super mesa fazendo a maior bagunça,  não sei como não haviam nos expulsado ainda.

Luan narrando

Entrei no bar me arrependendo de sair do hotel. Não estava para solicitações e todo mundo resolveu me cumprimentar.
Sentamos em uma mesa mais afastada, nada de ficar na janela e correr o risco de ser fotografado.
- Luan para de mecher no celular.
Roberval estava impaciente.
- Vamos tirar uma foto,vou postar mais tarde.
Fizemos pose e eu escolhi um filtro legal do insta. Minha cabeça ainda estava na garota. Como fazer para encontra-la? Estava parecendo impossível.
O segundo copo de cerveja e as histórias de marreta estavam me fazendo relaxar. Ele era realmente engraçado de vez em quando.Quando falava de casa dava muita saudade dos meus pais. Pensei que devia ter ido vê-los, ja estava me sentindo culpado.
Do outro lado do salão um grupo muito animado começou a cantar parabéns pra alguem. Foi no exato momento que minha música tocou no rádio.
- Aí Luan, sua música mano.
Fiquei tão contente, ao ver como meu trabalho estava sendo bem aceito em todos os lugares. Era o aniversário daquele cara,mas também me senti ganhando um presente. Uma emoção boba tomou conta da minha mesa.
- Gente olha o Luan santana ali.
Uma moça gritou ao entrar no bar e todos do lugar olharam pra mim. Que situação. Fiquei sem saber como agir. Resolvi ir até a mesa do aniversariante. Dar os parabéns de surpresa tipo aqueles cantores americanos saidinhos e atrevidos. Já tinha sido flagrado, agora era ser pelo menos um pouco educado.
- Oi pessoal, Boa noite.
Todo mundo me olhou com cara de felicidade. Ainda bem, eu não tava sendo chato.
- Desculpem me meter, só quero dar os parabéns pro aniversariante, também estou ganhando presente hoje com minha música tocando aqui.
Assim que terminei a frase notei uma garota de vestido azul encolhida no Banco. Meu Deus era ela. Era a minha Helena.

capitulo 8


Luan narrando
Passei o dia todo ignorando a todos enquanto tentava achar Helena no Facebook. Achei todas as Helenas do mundo, menos a minha.
- Luan, ta ouvindo?
Roberval me cutucou pela milésima vez, ele estava mais chato que de costume. e marreta ficava dando risada sem parar de piadas que só ele entendia.
- Tô ouvindo.
Respondi pela trigésima vez. Só que eu não tava ouvindo nada.
Subi pro quarto ja era tarde. Tomei um banho de meia hora, enquanto a água caia ficava pensando em como seria se a Helena estivesse ali comigo, Meu Deus, a situação estava saindo do meu controle.
"Será que a machuquei?"
Tinha por que tinha que encontrá-la de qualquer forma.Sai do chuveiro antes que minha mente fantasiasse demais. Meu corpo ja dava sinais de desejo, o mesmo que senti na noite anterior. Aquela garota mechia comigo mesmo longe.
Bateram na porta. "Odeio abrir a porta de roupao. " Era a camareira. Tinha esquecido de colocar o aviso.
- Descupa senhor. Não vi o aviso.
- Esqueci de colocar, eu que peço desculpas.
Ri sem graça.
A mulher ficou me olhando sem falar nada, parecia que eu era de outro planeta. Aquilo estava me encomodando, ela fazia uma cara de tarada danada.
- Então...
Disse e ela se desculpou novamente indo embora. Rober entrou pela porta.
- Você não perdoa uma né garanhao?
Ficou rindo igual um imbecil.
- Idiota, quer o que aqui? Me ver peladao?Vai apaixonar também.
Agora quem ria era eu.
- Idiota.
- Bate aqui. Somos dois.
Ele fez bico.
- Vamos sair boi? Ver umas Minas, aqui é cheio de gata.
Sair? Bom pelo menos ia me distrair um pouco.
- Vamos sim, ja sabe o lugar?
- marreta conhece um barzinho muito chique. É caro e é você que vai pagar.
Fiz cara de desdém.
- Eu sempre pago mesmo.
Rober saiu e troquei de roupa. Tentava não pensar mais nela.

capitulo 7



-Acorda Helena.
Minha mãe estava me sacudindo como um saco de batatas.
- Que foi mãe? Eu to de folga hoje.
- Ne isso não, a Lola ta aí.
Sentei na cama enquanto minha amiga entrava pela porta.
-Tenho que molhar as plantas no Jardim, volto depois.
Minha mãe saiu nos deixando à sós.  Lola me olhava com cara de medo.
- Conta tudo agora.
Sentou do meu lado na cama. Escorei a cabeça no ombro dela.
- Foi intenso.
Refleti.
- Então quer dizer que rolou?
Balancei  a cabeça que sim.
- Não contei que era virgem, deixei rolar.
- Você é doida. Sentiu dor?
- Na verdade não, quer dizer só um pouquinho, mas todo o resto, o momento, eu nem percebi.
Lola ficou de frente me obrigando a olha-la.
- Tá parecendo mais apaixonada que nunca.
Eu já nem conseguia chorar.
- Eu sei, vai passar.
Lola me abraçou e ficamos assim por um bom tempo. Depois foi embora.
Meu telefone tocou e era o Pedro, meu ex.
- Boa tarde Heli.
- Boa tarde.
Eu não tava afim de papo.
- A galera vai sair hoje depois da facul, vamos? A Lola disse pra eu te chamar.
Aff, Lola ja tava aprontando.
- Tudo bem, você me pega aqui?
- Pego sim,  até mais.
Desliguei o celular ainda achando aquela uma péssima ideia. Pedro era um grande amigo apesar do nosso término. Talvez eu não devesse ser tão pessimista assim,  afinal já tava na hora de deixar o Luan pra trás.
Enfiei a cara no travesseiro afim de passar o dia na cama, minha mente ficava relembrando as cenas do dia anterior.


Luan narrando

O show que ia fazer no RJ foi cancelado. Motivo: mau tempo. Ok. Isso queria dizer que eu podia ficar em BH ou passar uns dias em casa.
Lembrei da Helena. Estava sentindo uma culpa danada. Se ela tivesse dito que era virgem agente nunca teria transado. Eu não sou esse idiota.
Por quê aquela garota tinha me escolhido para primeira vez dela?  Isso não fazia sentido algum. Que maluca, ela nem me conhecia. Fácil ela não era, afinal de contas,  quem é virgem com a idade dela nos dias de hoje? Ninguém.
Será que eu tinha machucado ela? Foi embora sem ao menos se despedir.
Uma ideia maluca começou a passar por minha cabeça. "Não vou embora, tenho que vê-la de novo. "

capitulo 6



Luan narrando.

Acordei procurando por ela. As cenas da última noite ainda estavam frescas na minha mente. Como era linda. Há muito tempo alguém como ela não se interessava por mim, ela era diferente.
Fui até o banheiro e nada. Olhei cada centímetro do apartamento mais nem sinal de Helena.
"Luan seu idiota, deixou a garota dormir com você".
Uma das minhas regras era nunca passar a noite com uma delas, uma fã.  Ela não era minha fã,  lembrei logo em seguida. Isso me deixava decepcionado. Afinal garotas como ela nunca se interessavam por caras como eu.
A luz do sol iluminava um bilhete na escrivaninha, como não tinha visto antes?  Fui até ele. Dizia o seguinte.
"Algumas meninas agem como mulheres, elas não sabem o quanto podem sangrar, deviam ser apenas meninas, meninas felizes". - Carlos Guizarra.
Era uma citação de algum livro. O queria dizer? Não consegui entender nada. Meu medo é que ela tivesse feito fotos nossas enquanto eu dormia, ou qualquer coisa do tipo.
Aleyde ia me matar.
Comecei a procurar meu celular em meio ao cobertor, não encontrava, o joguei no chão irritado. No lençol branco havia uma ma
ncha vermelha. Sangue.
Meu Deus. Minha ficha caiu, entendi a situação no exato momento.

Helena narrando
Cheguei em casa pela manhã. Todos ainda dormiam então fui direto pro meu quarto. O silêncio era muito bem vindo.
- Você é linda.
Podia sentir os lábios dele nos meus. Aquela dor que sentia nunca passaria, era insuportável, como se tivessem arrancado meu coração.
Não devia ter deixado a citação. Me arrependi assim que parei pra pensar nele, com certeza jogaria fora sem ler.
"Você é uma qualquer Helena, ele deve te achar uma vagabunda. "
A voz em minha cabeça só piorava tudo. Entrei no chuveiro de roupa e tudo, deixei que a água lavasse todo o sofrimento em mim. Sabia que por mais que quisesse isso nunca aconteceria.
- Eu amo você.
Tinha dito pra ele, Luan não escutou.
- O quê?
Perguntou me beijando pela milésima vez.
- Nada.
Não tive coragem de repetir.
Eu não era mais uma menina. Isso era péssimo,  porque não era dele, nunca mais seria.  Passei a noite toda esperando que ele fosse um cafajeste, mas ele foi perfeito. Não tive coragem de contar que era virgem,  Eu havia sentido tudo, menos dor. Ele parecia fazer amor comigo e não sexo. Se bem que eu não entendia nada disso mesmo

capitulo 5


Olhei pela enorme janela de vidro do quarto de hotel. A altura dava certa vertigem relembrando meu medo de altura.
luan não havia acendido a luz, somente a lua cheia inundava a penumbra. Um espetáculo da mente divina. Tentei obrigar meu corpo a parar de tremer.
Senti a respiração do luan logo atrás de mim.
-A Vista é linda, né não?
-Sua empolgação nunca tem fim?
Me virei para olha-lo, tive que inclinar a cabeça ja que era bem mais alto que eu.
-Acho que não.
Ele parecia se desculpar, fiquei sem graça.
-Você está tremendo, posso desligar o ar, quer?
Tentei parar, obrigar meu corpo a parar de sentir medo mais não conseguia. Era angustiante sentir medo de alguém que eu tanto amava.
- Não, está ótimo.
Sorri sem jeito. Estava com o homem da minha vida a sós em um quarto de hotel, sentia uma felicidade sufocada pelo medo.
luan se aproximou um pouco mais.
-Está nervosa? Tá tudo bem.
Passou uma mecha do meu cabelo por trás da orelha.
-Aposto que nem se lembra do meu nome.
Ele riu.
-Lembro sim, é Helena. Um nome lindo, de princesa.
Dei de ombros.
-Você chama todas de princesa, não faz diferença nenhuma.
- Tem quantos anos Helena? Parece uma menina.
-Tenho 22. Quer ver meus documentos?
luan riu de um jeito safado.
-Pode crer que eu quero.
Que ridículo, ri demais.
-Você é sempre bobo desse jeito?
Ele ergueu a sobrancelha.
-É o que a dona marizete diz. Sei lá você não tem muito do estilo de conquista que as mulheres da sua idades ja usaram comigo. Parece tão frágil, perdida até. Tem certeza que não quer ir embora?
Respirei fundo tomando coragem, a penumbra tornava o lugar cada vez mais íntimo. O perfume dele trazia uma paz consoladora pro meu coração ferido.
-Porque não me tocou até agora?
Ele estava sério, investigativo.
-Porque não parece querer isso.
Como eu queria, como precisava disso.
-Sua camisa é linda.
Toquei no peito dele.
-Quer tirá-la?
luan pegou minhas mãos trêmulas, beijou uma por uma. Colocou-as nas barras de cada lateral da camisa. Beijou o auto da minha cabeça.
Juntei toda a coragem e comecei a subir as mãos lentamente. Meus dedos iam sentindo a pele dele pelo caminho, estava quente. Fechei os olhos absorvendo toda a sensação. As mãos dele sobre as minhas. Quando chegamos a metade do caminho luan tirou as mãos das minhas.
-Continue. -Sussurrou no meu ouvido. Os lábios tocando a minha orelha provocavam os mais variados arrepios.
-Continua Helena. Não para não.
Com a respiração um pouco alterada continuei de onde paramos. Meus olhos ainda estavam fechados. luan se abaixou pra que eu tirasse a blusa por sua cabeça.
Quando abri os olhos encontrei os dele, direto nos meus, indecifráveis. Aproximei a camisa do rosto e senti aquele cheiro bom. Respirei fundo enquanto luan mechia no meu cabelo.
-Gosta do meu cheiro?
A voz dele era diferente. Voltei a encara-lo balançando a cabeça em sinal afirmativo. luan tirou o cabelo do meu ombro, inclinou minha cabeça um pouco para o lado, pude sentir sua respiração quente sobre minha pele.
-Também gosto do seu cheiro Helena. Agora vou tirar a sua roupa, acho que estamos muito vestidos em vista da vontade que estou sentindo de você.
Antes que pudesse perceber estava só de calcinha e sutian, luan estava ali de joelhos frente a mim, segurando-me pela cintura.
-Agora sim podemos começar.
Meu desejo fazia eco por todo o quarto, é óbvio que ele podia perceber aquilo.






capitulo 4


Lola olhava para mim perplexa com aquele buquê enorme nas mãos
- ai meu Deus helena ,que doidera amiga
- nem me fala
a fixa ainda não tinha caido o perfume de luan ainda estava por toda minha roupa
- você viu ?
Lola fez sinal afirmativo
- hora de ir amiga?
Ela olhou para mim com expectativa ,ainda me sentia só mais uma com aquele buquê que tambem era só mais um , já estav sim na hora de ir .

Olhou pra mim com expectativa. Ainda me sentia só mais uma, com aquele buquê que também era só mais um. Já estava sim, na hora de ir.
-Vamos sim amiga, eu já aprendi a lição. Esse final? Foi fechar com chave de ouro.
Não queria estar assim, tão ferida e amarga. Talvez fosse por sentir que tinha o mundo nas mãos e naquele exato momento não ter nada. Lola estendeu a mão em minha direção. Aquela mão, meu abrigo de todas as horas.
-Acha que ele vai ao menos lembrar meu nome?
As lágrimas estavam de volta.
Lola fez uma expressão de angústia, apesar disso respondeu.
-Creio que não.
Eu sempre me lembraria do nome dele, essa era a diferença entre nós.O corredor ficava cada vez mais lotado de gente da produção. Aquele lugar era pequeno demais para minha tristeza e aquele buquê idiota.
-Vamos lá.
Puxei minha amiga pela mão.
-Espera aí garota.
Um cara de crachá e expressão séria segurou meu ombro. Quase deixei o buquê cair.
-O que foi dessa vez?
Lola esbravejou impaciente.
-Luan quer falar com ela, no camarim.
Olhei pra Lola desesperada.
-Eu não vou!
Disse para o homem com convicção.
-Helena, que você pensa que está fazendo?
O homem olhava para mim perplexo, com certeza nenhuma mulher dizia não para o senhor Luan.
-Não posso nem quero fazer isso Lola, chega de jogos, não acha?
-Acho que você o ama, que seu coração que ir. Vá, aproveite o momento, talvez nunca se repita.
Ela tinha razão, queria vê-lo de perto pela última vez. Não parava de torturar a mim mesma.
-Tudo bem, vamos lá.
O cara fez um gesto aliviado.
-Por aqui.
Indicou o caminho.
Enquanto caminhava em direção à porta no fim do corredor meu inconsciente colecionava devaneios.
 Porquê ele queria me ver? Qual o motivo?


A última fã saiu aos prantos depois de milhões de fotos. Como ele tinha fôlego para atender a todo mundo com tanto carinho e educação? Porquê sinceramente, algumas passavam dos limites.
-Oi.
Finalmente tinha me notado ali mofando naquele sofá desconfortável mofando, ainda segurava o buquê. Não sei bem o que estava sentindo, parecia conhecê-lo da vida toda.
-Oi.
A última pessoa saiu do camarim batendo a porta e nos deixando sozinhos. Comecei a respirar de forma irregular, ficar sozinha com ele me deixava desesperada.
"Se o amo, porque estou com medo? "
Luan sentou ao meu lado e segurou minha mão.
-Helena, quanto tempo.
O sorriso lindo dele acabou provocando o meu.
-Uma eternidade. -Respondi.
-É bom ter uma fã tão bonita.
- Não sou bem uma fã.
O olhar dele ficou intrigado.
Havia me apaixonado por ele assim que o vi. Desde esse dia evitei ler, ouvir ou falar sobre ele. Negar tudo, fingir que não acontecia era meu único alívio. Achei que estava louca e ainda achava.
-Como assim? Não entendi.
- Gosto das suas músicas, só isso.
Menti.
-Entendi.
Luan fez bico, parecia até uma criança fazendo birra.
-La da com isso.
Dei risada.
-Os do o quê, não tô fazendo nada.
Beijou a minha testa.
-Não vou ficar aqui em BH, triste e sozinho num quarto de hotel enorme é frio. Queria que você me ajudasse a preencher esse espaço.
Ele não precisava falar mais nada. Entendi o que o Luan queria. Puta merda!
Fiquei em silêncio por alguns segundos, só olhando pros olhos ansiosos dele. Por um momento ele parecia tão nervoso quanto eu.
-Sim, a resposta é sim.
O que eu estava fazendo? Meu Deus do céu, me senti uma maluca.
-Sua expressão é indecifrável, quer mesmo ir?
Comecei a pensar em quantas garotas ja haviam sentado em sofás como aqueles é ouvido a mesma proposta. Ele lembrava o nome delas? Acho que não.
- Sim, tenho certeza.
Apertei a mão dele.
-Ótimo. Vou trocar de camisa e agente sai.
Coloquei o buquê no lugar que o Luan desocupou do meu lado e liguei para Lola.
- Onde você está? Já criei até raiz aqui do lado de fora. Fui expulsa.
Ela parecia muito nervosa.
Expliquei tudo resumidamente num sussurro para ele não ouvir. Luan trocava a camisa perto de uma arara em um dos cantos da sala. Respirei fundo tomando coragem.
- Você vai o quê? Tá maluca Helena?
Agora ela estava com raiva.
- Sei o que estou fazendo, sou maior de idade, disse pra minha mãe que dormiria no seu apartamento. Ninguém vai chamar a polícia.
- Helena você sabe o que isso significa. Tem certeza que quer fazer isso? Com ele?
Refleti por um momento. Luan de camisa trocada me olhava de longe. Também estava ao telefone.
- Só quero fazer isso se for com ele. Luan vai me magoar hoje, vai ser um cafajeste idiota. Isso vai me ajudar a esquecer. Não posso sentir uma dor maior do quê a que sinto neste exato momento.
-Tudo bem. -Lola suspirou.- Eu te amo.
-Eu também.
Desliguei o telefone.

capitulo 3


- vamos embora helena ? Já chega amiga.
Lola gritou em meu ouvido tentando competir com a batida da musica alta
- não , vou ficar até o fim
gritei em resposta

Lola balançou a cabeça em sinal negativo ,apertei mais forte a sua mão . Ela devolveu o aperto me olhando de um jeito cumplice .entendi que ficaria comigo ate o fim ,mesmo não concordando com auto flagelaçao .sabia que ao sair dali meu espirito estaria em carne viva.
- e agora que quer ser minha nega hoje?
Ele disse com um sorriso de moleque .
- ai meu Deus ,e a hora do buquê – umas doidas começaram a gritar sem parar do nosso lado ,teria que suportar mais essa
- eu já escolhi minha nega nega de hoje ,daqui a alguns minutos vocês vao saber quem é

um homem de terno segurou meu braço
- venha comigo – gritou em meu ouvido
antes que eu pudesse responder saiu me puxando entre a multidão ,fiz o possível pra não soltar a mao da Lola que me seguia com cara de tonta sem entender nada , passamos por uma porta lateral secreta e entramos por outra ,Lola encarou o homem furiosa no corredor apartado .só um som abafado soava lá dentro
- Tá maluco amigo?
Achei que ela ia bater na cara nele
- o Luan escolheu ela
- o quê ?
Gritei morrendo de susto
- ele quer saber se você topa ser a nega dele hoje
- e claro que ela topa
Lola me empurrou na direçao do cara antes que suas palavras fizessem sentido na minha cabeça
- quem bom – ele sorriu – se prepara que e agora
fui empurrada com tudo pela cortina a nossa frente , luzes fortes ofuscaram minha visão por um segundo , alguém passou a mao em minha cintura
- oi
olhei para ele , luan em carne em osso ,e eu estava em seus braços,fomos caminhando até o centro do palco não fazia iseia do que fazer ,em frente a nós havia uma multidão de mulheres raivosas e outras aos prantos ,todas olhando diretamente para mim
“o que eu faço agora?”
eu não conseguia parar de tremer minha cabeça não conseguia parar de assimilar nada virei de frente para ele estávamos de lado para a palteia luan segurou meus braços logo acima do cotovelo ,ele sorria parecendo muito feliz estava com um daqueles microfones de orelha .
- qual o seu nome?
-Helena
falei tao baixo que ele não entendeu , luan tapou o microfone e se aproximou do meu rosto
- desculpa nega não entendi , fala aqui no meu ouvido
eu podia sentir o cheiro dele um perfume amadeirado cheiro de aventura , de liberdade , meu coração ainda batia forte quando ele aproximou seu ouvido de minha boca meu labios podiam tocar sua orelha , que tortura
- Helena
falei mais rapido do que queria . Ele se afastou
“não”
- Helena pessoal que nome lindo né? Uma moça bonita mereçe uma musica bonita.ele agora segurava minha mao direita, começaram a tocar “te vivo”
- dança comigo ?- disse segurando minha cintura
quando meu corpo encostou no dele foi uma sensação inexplicavel ,minha cabeça em seu peito permitia ouvir cada batida do seu coração instintivamente fecchei os olhos
''nunca mais me solte me abraçe para sempre''
durante aqueles poucos minutos esquesi de tudo , da multidão , da dor , do medo .éramos só nós naquele espaço de tempo , Deus podia tanto querer isso , enquanto ele cantava eu orava.

domingo, 22 de novembro de 2015

capitulo 2


- pronta para o show? Porque eu estou super hiper mega ….....
Lola não parava de falar , minha pelhor amiga parecia um furacao quanta hiperatividade ,aquele seria com certeza o pior dia da minha vida,escolhida por minha mesmo em cada detalhe.poucas pessoas cavam sua própria cova ,eu era uma dessas

- Helena ?
Tirei os olhos do espelho e fitei minha amiga com sua roupa hispter no canto do quarto minha expressão deveria ser desoladora do jeito que ela retribuiu
- tem certeza que quer fazer isso ?
Balancei a cabeça ignorando o vazio enorme no estomago e o nó na garganta
- sabe que não precisa né ?
Ela se aproximou me abraçou apertado. Não consegui mais segurar e chorei . Chorei ate soluçar
- tenho que fazer , me ajuda ?- disse entre as lagrimas
- só por que eu te mam viu amiga
ela nunca tinha dito isso antes
- eu também.

Quando entramos no carro já era meia noite estavamos caladas e desolada, começei a repassar o plano em minha cabeça, era bem simples ,ao olhar para ele , ver o Luan no palco. Lindo aplaudido , tao distante e impossivel minha ficha cairia só isso mataria minhas esperanças tolas.

Eu sabia que ele tinha fãs lindas mas aquelas na porta da casa de shows eram perfeitas , me senti menor ainda bem mais insignificante ,estavadando certo e puta que pariu aquilo ia acabar comigo.

Fomos ganhado espaço entre a multidão .so haviam mulheres naquelel lugar elas eram de estilos variados ,porem a maioria magra de salto alto e batom escuro alem claro de vestido justo evidenciando o bumbum perfeito e a barriga negativa lola fazia cara de nojo para todas
eu ainda era eu , de all star vermelho ,calça jeans e camista preta com aquelas frases clichês em inglês .tudo o que queria era ir embora , ao som da ultima musica da dupla Jorge e Matheus minha angustia só aumentava paramos bem no centro da casa de shows que estava lotada , apartei firme a mao da Lola , ainda bem que naquele escuro meu rosto não podia ser visto devia estar com uma expressão assustadora .

A dupla saiu como uma multidão de apalausos dando lugar a um homem de maia idade tao hiperativo quanto minha amiga
- agora com vocês , um dos cantores mais esperado da noite ….... luan santana
meu coração parecia querer explodir ,congestionava o sangue nas veias
quero ir em bora tenho que sair daqui
mas era tarde de mais luan entrou com tudo pelo palco , a luz do holofote fazia-o parecer encantado , meu corpo paralaizado não mexia um músculo sequer
“Meu Deus ele é lindo”
a voz dele parecia atingir até minha alma , o que não faria para escutá-la pelo resto da vida
o jeito que ele olhava para aquelas mulheres que dançava para elas , doia mais que saber que ele nunca seria meu ; o plano havia dado certo certo ate de mais me senti um lixo um nada , um idiota , senti como se nunca mais pudesse ser feliz ,senti como era ser só mais uma , como seria me sentir assim pelo resto da vida .