sábado, 28 de novembro de 2015

capitulo 5


Olhei pela enorme janela de vidro do quarto de hotel. A altura dava certa vertigem relembrando meu medo de altura.
luan não havia acendido a luz, somente a lua cheia inundava a penumbra. Um espetáculo da mente divina. Tentei obrigar meu corpo a parar de tremer.
Senti a respiração do luan logo atrás de mim.
-A Vista é linda, né não?
-Sua empolgação nunca tem fim?
Me virei para olha-lo, tive que inclinar a cabeça ja que era bem mais alto que eu.
-Acho que não.
Ele parecia se desculpar, fiquei sem graça.
-Você está tremendo, posso desligar o ar, quer?
Tentei parar, obrigar meu corpo a parar de sentir medo mais não conseguia. Era angustiante sentir medo de alguém que eu tanto amava.
- Não, está ótimo.
Sorri sem jeito. Estava com o homem da minha vida a sós em um quarto de hotel, sentia uma felicidade sufocada pelo medo.
luan se aproximou um pouco mais.
-Está nervosa? Tá tudo bem.
Passou uma mecha do meu cabelo por trás da orelha.
-Aposto que nem se lembra do meu nome.
Ele riu.
-Lembro sim, é Helena. Um nome lindo, de princesa.
Dei de ombros.
-Você chama todas de princesa, não faz diferença nenhuma.
- Tem quantos anos Helena? Parece uma menina.
-Tenho 22. Quer ver meus documentos?
luan riu de um jeito safado.
-Pode crer que eu quero.
Que ridículo, ri demais.
-Você é sempre bobo desse jeito?
Ele ergueu a sobrancelha.
-É o que a dona marizete diz. Sei lá você não tem muito do estilo de conquista que as mulheres da sua idades ja usaram comigo. Parece tão frágil, perdida até. Tem certeza que não quer ir embora?
Respirei fundo tomando coragem, a penumbra tornava o lugar cada vez mais íntimo. O perfume dele trazia uma paz consoladora pro meu coração ferido.
-Porque não me tocou até agora?
Ele estava sério, investigativo.
-Porque não parece querer isso.
Como eu queria, como precisava disso.
-Sua camisa é linda.
Toquei no peito dele.
-Quer tirá-la?
luan pegou minhas mãos trêmulas, beijou uma por uma. Colocou-as nas barras de cada lateral da camisa. Beijou o auto da minha cabeça.
Juntei toda a coragem e comecei a subir as mãos lentamente. Meus dedos iam sentindo a pele dele pelo caminho, estava quente. Fechei os olhos absorvendo toda a sensação. As mãos dele sobre as minhas. Quando chegamos a metade do caminho luan tirou as mãos das minhas.
-Continue. -Sussurrou no meu ouvido. Os lábios tocando a minha orelha provocavam os mais variados arrepios.
-Continua Helena. Não para não.
Com a respiração um pouco alterada continuei de onde paramos. Meus olhos ainda estavam fechados. luan se abaixou pra que eu tirasse a blusa por sua cabeça.
Quando abri os olhos encontrei os dele, direto nos meus, indecifráveis. Aproximei a camisa do rosto e senti aquele cheiro bom. Respirei fundo enquanto luan mechia no meu cabelo.
-Gosta do meu cheiro?
A voz dele era diferente. Voltei a encara-lo balançando a cabeça em sinal afirmativo. luan tirou o cabelo do meu ombro, inclinou minha cabeça um pouco para o lado, pude sentir sua respiração quente sobre minha pele.
-Também gosto do seu cheiro Helena. Agora vou tirar a sua roupa, acho que estamos muito vestidos em vista da vontade que estou sentindo de você.
Antes que pudesse perceber estava só de calcinha e sutian, luan estava ali de joelhos frente a mim, segurando-me pela cintura.
-Agora sim podemos começar.
Meu desejo fazia eco por todo o quarto, é óbvio que ele podia perceber aquilo.






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