Você chegou quando a dor mais doía e me encontrou quando eu me perdia Acho que foi Deus que te mandou pra mim pra recomeçar e me fazer feliz, por toda a vida.....
domingo, 20 de dezembro de 2015
Capitulo 29
Acordei assustado depois de um pesadelo com ela. Helena ainda estava na cama dormindo. Recuperei os sentidos e fui até ela, estava na hora do remédio.
-Helena?
Coloquei o braço em seu ombro mais ela não se mexeu.
-Helena, acorde.
A balancei na cama, minha menina não respirava.
"Por favor, não."
- Helena, acorde, por favor, acorde.
Mas ela estava imóvel, fria e ausente. Minha menina não estava mais ali. Ela havia me deixado, para sempre.
…........................................................
Fui o último a colocar uma rosa branca sobre o caixão de mogno. Uma leve brisa tornava tudo mais desesperador. No discurso o padre falou de amor e aceitação, foi bonito e ela devia estar em algum lugar ouvindo.
-Oi.
Disse olhando pra madeira como se minha menina pudesse responder do seu jeito risonho. Eu tinha muito a falar.
-Quando te conheci, eu era tão idiota. Não sabia o quanto chegaria a te amar. Talvez entre nós seja algo de outras vidas, então por favor me espere, sei que nos encontraremos de novo. Vamos nos reconhecer, sempre iremos. Você prometeu cuidar de mim, e sou sortudo de ter você mesmo depois que se foi. Um anjo assim não podia ficar muito tempo entre nós mesmo. Obrigado por me amar, e naquele curto espaço de tempo ser a melhor coisa que me aconteceu. Eu te amo, pra sempre.
Saí de lá apoiado por meus pais e me sentido morto. Algo dentro de mim havia partido com ela.
Uma semana depois de beber como um louco e tentar me matar Lola apareceu no meu apartamento. Ela me enfiou no chuveiro de roupa e tudo e gritou comigo.
-Acha que a Heli queria isso?
Ela tinha razão. Eu era um fraco, eu não conseguia ser forte.
Lola tinha um projeto. Passou horas falando sobre ajudar pessoas com câncer e homenagear a amiga. Isso realmente me interessou. Quando foi embora já estávamos envolvidos com a causa. Minha menina se orgulharia.
Naquela noite acordei de madrugada sentindo o cheiro dela. Helena estava lá, próxima a janela olhando direto pra mim, parecia serena e feliz. Fui ao seu encontro e desapareceu.
Capitulo 28
Segurei
minha menina no colo. Ela estava tão leve que dava pena.
- Não me solte.
Não a coloquei na cama, continuei segurando ela perto de mim.
Os olhos dela eram muito brilhantes. A luz da lua iluminava seu rosto na penumbra do quarto.
-Estou com medo.
Ela me olhava com ternura.
- Não fique meu amor. Eu vou estar sempre aqui. Sempre do seu lado. Você ainda vai ser muito feliz.
A beijei devagar, ela ainda tinha o cheiro bom, uma leve essência de Rosas. Os lábios dela estavam feridos, tinham um leve gosto de sangue. Finalmente a coloquei na cama.
- Eu não vou conseguir te esquecer. Nunca. Isso não é justo. Eu te amo tanto, tanto.
Deitei ao lado dela passando a mão por cima de sua cintura.
- Você é muito forte, tenho orgulho de você.
Ela sorriu olhando nos meus olhos.
-Você também é, vai descobrir isso.
Eu não queria ser forte, eu tava com ódio, eu não acreditava mais em Deus.
"Seja forte amor, ela ainda precisa de você. "
Lembrei das palavras da minha mãe, a dona Karina tava certa.
- Me beija de novo.
Ela parecia cansada. A beijei na testa.
Ela fez cara de brava, apontou a boca com o dedo.
Beijei minha menina como a muito tempo não fazia. Eu ainda sentia o mesmo desejo de sempre, a amava ainda mais.
- Luan, sei que o que vou pedir é difícil, mas eu preciso, preciso antes de ir.
Balancei a cabeça em sinal afirmativo.
- Pode pedir qualquer coisa, qualquer uma.
Ela respirou fundo tomando coragem.
- Faz amor comigo pela última vez. Me deixa ser sua.
Fiquei confuso. Eu não podia fazer aquilo. Ela estava muito cansada e muito doente.
- Helena... eu...
Ela colocou a mão na minha boca me fazendo calar.
- Olha eu posso, consigo fazer isso. E mais do que poder, eu quero, quero você.
Os olhos dela ficaram cheios de lágrimas.
- Tudo bem, meu amor, sim eu quero.
Limpei as lágrimas dela. Não queria que pensasse que não a queria. Eu a queria, sempre iria querer.
A beijei novamente. Helena foi subindo minha camisa até tira-la. Pela primeira vez eu estava sem jeito, sem saber como agir. Ela ao contrário estava decidida. Ela sabia o que queria.
Levantei a camisola dela com as mãos. O corpo da minha menina ainda respondia ao meu toque.
Algum tempo depois e estávamos sem roupas. Tirei o lenço que ela tinha na cabeça. Ela era linda, mesmo sem cabelo. Ela sempre seria linda.
Helena se levantou ajeitando a mangueirinha do oxigênio.
Me deitei e ela se sentou sobre mim. Ela não parava de me olhar, Helena me olhava nos olhos.
- Eu te amo.
Disse pra ela com uma verdade que nunca usei antes.
A penetrei enquanto ela segurava no meu peito. Minha menina começou a se mecher me fazendo entrar e sair. Ela fechou os olhos com uma expressão que não via a muito tempo, parecia jovem e feliz.
Olhei pra ela durante todo o tempo. Segurei os mãos dela que me tocavam.
- Eu te amo meu lindo, pra sempre.
Minha menina deitou do meu lado ofegante. Arrumei o oxigênio que estava um pouco embolado. Eu mau podia acreditar que aquela seria a última vez que ela seria minha, que eu seria dela.
Assim que ela dormiu vesti minha roupa e saí do quarto. Sentei no sofá da sala ao lado do pai dela. Assim como eu ele não dormia a dias.
- Ela está bem?
Balancei a cabeça que sim.
- Como não ama-la né seu carlos ?
Falei amargo.
- Eu não aguento mais, se pudesse daria minha vida por ela. Os pais não deveriam enterrar seus filhos.
O abracei sem saber o que dizer. Pensava a mesma coisa.
-Vamos ser fortes. Por ela, ta bom?
Ele balançou a cabeça que sim e foi pro quarto onde a mulher dormia a base de calmantes.
Sentei na poltrona de frente pra Helena que dormia aparentemente bem. Era a minha vez de ficar acordado ao lado dela, mesmo quando não era, eu ficava.
Rezei pra aquela noite ser longa, pra ela ficar ali comigo a noite inteira.
- Não me solte.
Não a coloquei na cama, continuei segurando ela perto de mim.
Os olhos dela eram muito brilhantes. A luz da lua iluminava seu rosto na penumbra do quarto.
-Estou com medo.
Ela me olhava com ternura.
- Não fique meu amor. Eu vou estar sempre aqui. Sempre do seu lado. Você ainda vai ser muito feliz.
A beijei devagar, ela ainda tinha o cheiro bom, uma leve essência de Rosas. Os lábios dela estavam feridos, tinham um leve gosto de sangue. Finalmente a coloquei na cama.
- Eu não vou conseguir te esquecer. Nunca. Isso não é justo. Eu te amo tanto, tanto.
Deitei ao lado dela passando a mão por cima de sua cintura.
- Você é muito forte, tenho orgulho de você.
Ela sorriu olhando nos meus olhos.
-Você também é, vai descobrir isso.
Eu não queria ser forte, eu tava com ódio, eu não acreditava mais em Deus.
"Seja forte amor, ela ainda precisa de você. "
Lembrei das palavras da minha mãe, a dona Karina tava certa.
- Me beija de novo.
Ela parecia cansada. A beijei na testa.
Ela fez cara de brava, apontou a boca com o dedo.
Beijei minha menina como a muito tempo não fazia. Eu ainda sentia o mesmo desejo de sempre, a amava ainda mais.
- Luan, sei que o que vou pedir é difícil, mas eu preciso, preciso antes de ir.
Balancei a cabeça em sinal afirmativo.
- Pode pedir qualquer coisa, qualquer uma.
Ela respirou fundo tomando coragem.
- Faz amor comigo pela última vez. Me deixa ser sua.
Fiquei confuso. Eu não podia fazer aquilo. Ela estava muito cansada e muito doente.
- Helena... eu...
Ela colocou a mão na minha boca me fazendo calar.
- Olha eu posso, consigo fazer isso. E mais do que poder, eu quero, quero você.
Os olhos dela ficaram cheios de lágrimas.
- Tudo bem, meu amor, sim eu quero.
Limpei as lágrimas dela. Não queria que pensasse que não a queria. Eu a queria, sempre iria querer.
A beijei novamente. Helena foi subindo minha camisa até tira-la. Pela primeira vez eu estava sem jeito, sem saber como agir. Ela ao contrário estava decidida. Ela sabia o que queria.
Levantei a camisola dela com as mãos. O corpo da minha menina ainda respondia ao meu toque.
Algum tempo depois e estávamos sem roupas. Tirei o lenço que ela tinha na cabeça. Ela era linda, mesmo sem cabelo. Ela sempre seria linda.
Helena se levantou ajeitando a mangueirinha do oxigênio.
Me deitei e ela se sentou sobre mim. Ela não parava de me olhar, Helena me olhava nos olhos.
- Eu te amo.
Disse pra ela com uma verdade que nunca usei antes.
A penetrei enquanto ela segurava no meu peito. Minha menina começou a se mecher me fazendo entrar e sair. Ela fechou os olhos com uma expressão que não via a muito tempo, parecia jovem e feliz.
Olhei pra ela durante todo o tempo. Segurei os mãos dela que me tocavam.
- Eu te amo meu lindo, pra sempre.
Minha menina deitou do meu lado ofegante. Arrumei o oxigênio que estava um pouco embolado. Eu mau podia acreditar que aquela seria a última vez que ela seria minha, que eu seria dela.
Assim que ela dormiu vesti minha roupa e saí do quarto. Sentei no sofá da sala ao lado do pai dela. Assim como eu ele não dormia a dias.
- Ela está bem?
Balancei a cabeça que sim.
- Como não ama-la né seu carlos ?
Falei amargo.
- Eu não aguento mais, se pudesse daria minha vida por ela. Os pais não deveriam enterrar seus filhos.
O abracei sem saber o que dizer. Pensava a mesma coisa.
-Vamos ser fortes. Por ela, ta bom?
Ele balançou a cabeça que sim e foi pro quarto onde a mulher dormia a base de calmantes.
Sentei na poltrona de frente pra Helena que dormia aparentemente bem. Era a minha vez de ficar acordado ao lado dela, mesmo quando não era, eu ficava.
Rezei pra aquela noite ser longa, pra ela ficar ali comigo a noite inteira.
Capitulo 27
Um
mês sendo perturbado pela imprensa, perdendo os shows e fudendo com
toda a agenda. Tudo pra ficar do lado dela. Até por que qualquer
coisa sem ela não teria sentido algum.
Minha mãe segurou minha mão no escritório do médico.
Depois do que ele disse. Não tinha mais jeito, a doença ia acabar com ela, ia so piorar. Ela ia morrer.
Deixei os pais dela aos prantos no corredor e saí dali. Fui andando pelas ruas sem rumo. Como diria pra Helena que depois de tanta luta, tanta quimioterapia ela não ia sobreviver?
Helena narrando
Acordei bem mais cansada que o dia anterior, respirava com dificuldade. Não aguentava mais olhar aquelas paredes frias. Eu passava mau o tempo todo, ninguém me dizia nada. O tratamento não tava dando certo. Pelo menos não era o que parecia.
Pela primeira vez não vi meu Luan lá.
"Cadê ele? " talvez tivesse ido ao banheiro.
Um minuto e ele entrava pela porta arrasado.
- Oi.
Ele disse com um sorriso forçado.
- Oi.
Alguma coisa tava errada.
Luan sentou do meu lado e segurou a minha mão.
- Sinto falta do seu cabelo.
Ele tocou minha cabeça com a mão livre.
-Também sinto falta.
Tossi e isso doeu bastante.
-Ta doendo muito?
Ele parecia mais triste que o normal.
-Ja até me acostumei com a dor. Eu não to melhorando Luan, tenho certeza.
Ele beijou minha cabeça e ficou calado. Aquilo estava me assustando.
- Vai dar tudo certo né?
Ele não respondeu.
Meu médico, meus pais e os pais do Luan entraram pela porta.
- Querida, precisamos conversar.
Mamãe disse se aproximando, ela estava quilos mais magra depois de tanto sofrimento.
Luan me ajudou a sentar com dificuldade na cama.
Eles me contaram. Eu não ia melhorar, eu ia piorar. Depois de tanta luta, eu ia morrer.
Luan começou a chorar de soluçar do meu lado. Ele apertava a minha mão. Eu ja tinha passado por tanta coisa. De certa forma estava mais forte.
Decidi ser forte, não ia chorar nem ia experniar. A única coisa que podia fazer era passar o máximo de tempo possível com as pessoas que amava.
Luan saiu do quarto batendo a porta. Ele nunca aceitaria a pressão, pelo menos não naquele momento. Os pais dele foram atrás.
Respirei fundo tentando manter o controle.
-Pai, eu não quero morrer nesse hospital. Por favor, me leva pra casa.
O médico olhou pro papai fazendo sinal positivo.
- Tudo bem princesa.
Disse apoiando mamãe.
Eu ia pra casa. Pro meu quarto. Pro restinho que sobrava de mim.
Minha mãe segurou minha mão no escritório do médico.
Depois do que ele disse. Não tinha mais jeito, a doença ia acabar com ela, ia so piorar. Ela ia morrer.
Deixei os pais dela aos prantos no corredor e saí dali. Fui andando pelas ruas sem rumo. Como diria pra Helena que depois de tanta luta, tanta quimioterapia ela não ia sobreviver?
Helena narrando
Acordei bem mais cansada que o dia anterior, respirava com dificuldade. Não aguentava mais olhar aquelas paredes frias. Eu passava mau o tempo todo, ninguém me dizia nada. O tratamento não tava dando certo. Pelo menos não era o que parecia.
Pela primeira vez não vi meu Luan lá.
"Cadê ele? " talvez tivesse ido ao banheiro.
Um minuto e ele entrava pela porta arrasado.
- Oi.
Ele disse com um sorriso forçado.
- Oi.
Alguma coisa tava errada.
Luan sentou do meu lado e segurou a minha mão.
- Sinto falta do seu cabelo.
Ele tocou minha cabeça com a mão livre.
-Também sinto falta.
Tossi e isso doeu bastante.
-Ta doendo muito?
Ele parecia mais triste que o normal.
-Ja até me acostumei com a dor. Eu não to melhorando Luan, tenho certeza.
Ele beijou minha cabeça e ficou calado. Aquilo estava me assustando.
- Vai dar tudo certo né?
Ele não respondeu.
Meu médico, meus pais e os pais do Luan entraram pela porta.
- Querida, precisamos conversar.
Mamãe disse se aproximando, ela estava quilos mais magra depois de tanto sofrimento.
Luan me ajudou a sentar com dificuldade na cama.
Eles me contaram. Eu não ia melhorar, eu ia piorar. Depois de tanta luta, eu ia morrer.
Luan começou a chorar de soluçar do meu lado. Ele apertava a minha mão. Eu ja tinha passado por tanta coisa. De certa forma estava mais forte.
Decidi ser forte, não ia chorar nem ia experniar. A única coisa que podia fazer era passar o máximo de tempo possível com as pessoas que amava.
Luan saiu do quarto batendo a porta. Ele nunca aceitaria a pressão, pelo menos não naquele momento. Os pais dele foram atrás.
Respirei fundo tentando manter o controle.
-Pai, eu não quero morrer nesse hospital. Por favor, me leva pra casa.
O médico olhou pro papai fazendo sinal positivo.
- Tudo bem princesa.
Disse apoiando mamãe.
Eu ia pra casa. Pro meu quarto. Pro restinho que sobrava de mim.
Capitulo 26
Luan
narrando
Beijei de vagar os labios dela que acordou assustada.
-Graças a Deus.
Helena me abraçou e sentei ao seu lado na cama.
-Falei com seu médico, você tem que ir pro hospital, ser monitorada, aqui tem muito pouco recurso se você se sentir mau.
Minha menina me beijou na bochecha.
- Que bom que está aqui.
Ela deu um sorriso triste.
- Que bom que você também está.
Beijei a testa dela.
- Estou tao cansada, ainda sim vou tentar ok? Vou fazer de tudo.
Respirei aliviado.
-Você vai ficar boa e então eu vou casar com você. Vamos ter filhos lindos e morar no campo, vamos esquecer isso tudo e ser felizes.
Helena apertou minha mão tremendo. Ela sorria entre as lágrimas que caíam.
-Está com febre. Vou cobrir você.
Levantei e peguei outra coberta no armario.
-Deita aqui comigo.
Ela pediu sonolenta pela medicação.
Deitei na cama e ela colocou a cabeça no meu peito como sempre fazia.
"Por favor, não me deixe. "
Pedi a Deus que ela se curasse, eu não podia perder meu anjo da guarda.
Helena narrando
Novamente dormi entupida de remédios. Ele estava la e isso partia meu coração, ve-lo sofrer por minha causa. Eu não queria morrer, queria a casa no campo e os filhos, queria ficar velhinha com meu amor. Isso me dava medo demais, por que eu tava muito cansada, eu tava cansada e sem forças.
Beijei de vagar os labios dela que acordou assustada.
-Graças a Deus.
Helena me abraçou e sentei ao seu lado na cama.
-Falei com seu médico, você tem que ir pro hospital, ser monitorada, aqui tem muito pouco recurso se você se sentir mau.
Minha menina me beijou na bochecha.
- Que bom que está aqui.
Ela deu um sorriso triste.
- Que bom que você também está.
Beijei a testa dela.
- Estou tao cansada, ainda sim vou tentar ok? Vou fazer de tudo.
Respirei aliviado.
-Você vai ficar boa e então eu vou casar com você. Vamos ter filhos lindos e morar no campo, vamos esquecer isso tudo e ser felizes.
Helena apertou minha mão tremendo. Ela sorria entre as lágrimas que caíam.
-Está com febre. Vou cobrir você.
Levantei e peguei outra coberta no armario.
-Deita aqui comigo.
Ela pediu sonolenta pela medicação.
Deitei na cama e ela colocou a cabeça no meu peito como sempre fazia.
"Por favor, não me deixe. "
Pedi a Deus que ela se curasse, eu não podia perder meu anjo da guarda.
Helena narrando
Novamente dormi entupida de remédios. Ele estava la e isso partia meu coração, ve-lo sofrer por minha causa. Eu não queria morrer, queria a casa no campo e os filhos, queria ficar velhinha com meu amor. Isso me dava medo demais, por que eu tava muito cansada, eu tava cansada e sem forças.
domingo, 13 de dezembro de 2015
Ca[itulo 25
Helena
narrando
Nós últimos dias uma enchorrada de gente tinha vindo me ver. Parentes que eu nem me lembrava que existiam. Todo mundo dizia pra eu ser forte e que tudo daria certo. Já estava de saco cheio de gente falsa que agia por conveniência.
Bateram na porta e ouvi minha mãe abrindo.
- Não quero ver ninguém mãe, manda embora.
Gritei do quarto quase sem forças. Achei que ia vomitar mais consegui segurar.
Ele entrou pela porta. Luan. Ele estava lá me olhando sem falar nada com lágrimas nos olhos. Eu não sabia o que fazer.
Luan narrando
Entrei pela porta do quarto e vi minha menina jogada na cama. Ela estava acabada, tinha o corpo muito frágil e todo marcado de rocho, os olhos fundos e estava pálida como morta. Fiquei lá parado olhando pra ela sentindo toda a dor do mundo. Meu Deus.
- Luan?
A voz dela era baixa e surpreza.
-Ai que merda, Helena o que você tem?
Sentei do lado dela a abraçando, ela retribuiu com o máximo de força que conseguia.
-Estou morrendo Luan.
Ela disse soluçando.
- Não, não pode ser. Por quê?
Ela ainda me abraçava forte.
- Estou com câncer, não queria te machucar. Por quê você voltou? Por que não seguiu em frente?
Olhei nos olhos dela percebendo que seus pais também estavam no quarto, olhando pra nós.
- Eu te amo cara, achei que você estava brincando comigo, que não me queria mais.
Falei sentindo vergonha por nos observarem.
-Vai embora agora, finge que nunca aconteceu. Eu vou morrer logo, isso tudo vai acabar.
Agora eu estava com raiva, não ia deixar ela morrer coisa nenhuma. Não ia perder tudo o que mais amava no mundo. Não ia deixá-la sozinha. Ela tinha que lutar, tinha que tentar.
- Não vou embora, vou ficar e vamos lutar, você não vai desistir, eu não vou perder você, não vou.
Helena me abraçou outra vez, tinha medo de machuca-la ainda mais, ela estava pele e osso. Nao havia nem sinal da Helena que eu conheci. Ela estava cansada, ela não queria lutar.
-Prometa Helena, prometa que vai ficar.
Ela balançou a cabeça, as lágrimas molhando minha camisa.
Saí do quarto e ela dormiu exausta.
Sua mãe ainda me olhava com gratidão.
- Faça ela lutar, por favor, não deixe ela desistir.
Peguei as mãos dela.
- Eu nao vou desistir dela dona Sara , nunca.
Nós últimos dias uma enchorrada de gente tinha vindo me ver. Parentes que eu nem me lembrava que existiam. Todo mundo dizia pra eu ser forte e que tudo daria certo. Já estava de saco cheio de gente falsa que agia por conveniência.
Bateram na porta e ouvi minha mãe abrindo.
- Não quero ver ninguém mãe, manda embora.
Gritei do quarto quase sem forças. Achei que ia vomitar mais consegui segurar.
Ele entrou pela porta. Luan. Ele estava lá me olhando sem falar nada com lágrimas nos olhos. Eu não sabia o que fazer.
Luan narrando
Entrei pela porta do quarto e vi minha menina jogada na cama. Ela estava acabada, tinha o corpo muito frágil e todo marcado de rocho, os olhos fundos e estava pálida como morta. Fiquei lá parado olhando pra ela sentindo toda a dor do mundo. Meu Deus.
- Luan?
A voz dela era baixa e surpreza.
-Ai que merda, Helena o que você tem?
Sentei do lado dela a abraçando, ela retribuiu com o máximo de força que conseguia.
-Estou morrendo Luan.
Ela disse soluçando.
- Não, não pode ser. Por quê?
Ela ainda me abraçava forte.
- Estou com câncer, não queria te machucar. Por quê você voltou? Por que não seguiu em frente?
Olhei nos olhos dela percebendo que seus pais também estavam no quarto, olhando pra nós.
- Eu te amo cara, achei que você estava brincando comigo, que não me queria mais.
Falei sentindo vergonha por nos observarem.
-Vai embora agora, finge que nunca aconteceu. Eu vou morrer logo, isso tudo vai acabar.
Agora eu estava com raiva, não ia deixar ela morrer coisa nenhuma. Não ia perder tudo o que mais amava no mundo. Não ia deixá-la sozinha. Ela tinha que lutar, tinha que tentar.
- Não vou embora, vou ficar e vamos lutar, você não vai desistir, eu não vou perder você, não vou.
Helena me abraçou outra vez, tinha medo de machuca-la ainda mais, ela estava pele e osso. Nao havia nem sinal da Helena que eu conheci. Ela estava cansada, ela não queria lutar.
-Prometa Helena, prometa que vai ficar.
Ela balançou a cabeça, as lágrimas molhando minha camisa.
Saí do quarto e ela dormiu exausta.
Sua mãe ainda me olhava com gratidão.
- Faça ela lutar, por favor, não deixe ela desistir.
Peguei as mãos dela.
- Eu nao vou desistir dela dona Sara , nunca.
Capitulo 24
Lola
me ligou, havia acabado de chegar em BH.
- Oi Luan, aqui é a Lola, amiga da Helena.
Eu tinha sorte, finalmente ia ter notícias da minha pequena, saber onde podia encontra-la.
- Oi Lola, é muito bom falar com você, já estava desesperado.
Ela suspirou de um jeito pesaroso do outro lado.
- Não sei se estou fazendo o coisa certa, na verdade acho que a Heli vai me matar, mas não consigo ver ela lutando sozinha, te ignorando como se não te amasse.
Ela me ama? Estava lutando? Pelo quê?
-Os que você está falando, tá me assustando.
Ela gaguejou.
- Olha você tem que ve-la, tem que vir pra BH.
Meu Deus, o que estava acontecendo?
- Já estou aqui, acabei de chegar, me dá o endereço, vou direto pra lá.
Ela consentiu.
- Ah e Luan?
- Oi.
- Não seja um idiota, por favor.
Eu não sabia do que se tratava, a voz de Lola era chorosa.
- Vou tentar.
Desliguei o telefone e peguei o primeiro táxi em direção a casa da minha menina.
Meu coração apertado pelo medo e angústia.
Helena narrando
Acordei bem melhor, ver meu rosto no espelho dava uma tristeza danada, que falta fazia o meu cabelo, também estava puro osso e marcas rochas.
"Você não vai conseguir Helena, vai morrer com 20 anos, sem nunca ter sido mãe, sem nunca ter visto o mar. "
Aquela voz dentro da minha cabeça zombava de mim o tempo todo.
- Mãe, tira esse espelho daqui, pelo amor de Deus.
Ela saiu levando o objeto, os olhos tão fundos quanto eu. A doença estava acabando não só comigo.
Coloquei um lenço que cobria toda a cabeça. Me afundei entre os lençóis com o corpo doendo. Já não tinha forças pra sair da cama.
"Onde ele está agora? "
Lembrei do Luan segurando a minha mão, sorrindo pra mim no saguão do hotel, a ultima vez que nos vimos.
Naquela época não muito distante eu parecia ter tanto tempo, uma vida inteira pela frente.
Engoli em seco com o gosto amargo do analgésico na boca. Eu só queria um pouco mais de tempo, eu só queria um milagre daqueles.
-Você acredita em milagres mãe?
Perguntei a ela dias antes que meu lindo se apaixonasse por mim.
-Bom, não sei, nunca vi um de perto.
Agora ela acreditava, escutava minha mãe orando noites e noites a fio, prometendo mil coisas pra me ver curada.
"Essas coisas não existem mãe. "
Eu não podia falar nada, essa era a única forma dela aguentar o tranco. Eu não queria morrer, eu estava com medo, mas eu fingia que não, por que esse era o meu destino. Agente não merecia isso.
- Oi Luan, aqui é a Lola, amiga da Helena.
Eu tinha sorte, finalmente ia ter notícias da minha pequena, saber onde podia encontra-la.
- Oi Lola, é muito bom falar com você, já estava desesperado.
Ela suspirou de um jeito pesaroso do outro lado.
- Não sei se estou fazendo o coisa certa, na verdade acho que a Heli vai me matar, mas não consigo ver ela lutando sozinha, te ignorando como se não te amasse.
Ela me ama? Estava lutando? Pelo quê?
-Os que você está falando, tá me assustando.
Ela gaguejou.
- Olha você tem que ve-la, tem que vir pra BH.
Meu Deus, o que estava acontecendo?
- Já estou aqui, acabei de chegar, me dá o endereço, vou direto pra lá.
Ela consentiu.
- Ah e Luan?
- Oi.
- Não seja um idiota, por favor.
Eu não sabia do que se tratava, a voz de Lola era chorosa.
- Vou tentar.
Desliguei o telefone e peguei o primeiro táxi em direção a casa da minha menina.
Meu coração apertado pelo medo e angústia.
Helena narrando
Acordei bem melhor, ver meu rosto no espelho dava uma tristeza danada, que falta fazia o meu cabelo, também estava puro osso e marcas rochas.
"Você não vai conseguir Helena, vai morrer com 20 anos, sem nunca ter sido mãe, sem nunca ter visto o mar. "
Aquela voz dentro da minha cabeça zombava de mim o tempo todo.
- Mãe, tira esse espelho daqui, pelo amor de Deus.
Ela saiu levando o objeto, os olhos tão fundos quanto eu. A doença estava acabando não só comigo.
Coloquei um lenço que cobria toda a cabeça. Me afundei entre os lençóis com o corpo doendo. Já não tinha forças pra sair da cama.
"Onde ele está agora? "
Lembrei do Luan segurando a minha mão, sorrindo pra mim no saguão do hotel, a ultima vez que nos vimos.
Naquela época não muito distante eu parecia ter tanto tempo, uma vida inteira pela frente.
Engoli em seco com o gosto amargo do analgésico na boca. Eu só queria um pouco mais de tempo, eu só queria um milagre daqueles.
-Você acredita em milagres mãe?
Perguntei a ela dias antes que meu lindo se apaixonasse por mim.
-Bom, não sei, nunca vi um de perto.
Agora ela acreditava, escutava minha mãe orando noites e noites a fio, prometendo mil coisas pra me ver curada.
"Essas coisas não existem mãe. "
Eu não podia falar nada, essa era a única forma dela aguentar o tranco. Eu não queria morrer, eu estava com medo, mas eu fingia que não, por que esse era o meu destino. Agente não merecia isso.
Capitulo 23
Ja
faziam quatro meses e nada de Helena, eu ainda ligava e mandava
recado feito um panaca. Cheguei ao hotel no sul acompanhada de uma
loira que já nem lembrava o nome. Aquela seria a nFalei olhando pro
Telefone me sentindo horrível. Se ele pudesse me ver daquela
maneira, os olhos rochos, sem cabelo. Eu ja não era a Helena por
quem ele se apaixonou, era apenas o vantasma dela.
A única coisa pela qual rezava era pra morte ser um alívio para todos nós.oite que Helena viraria apenas um lembrança na minha cabeça. Estava disposto a tira-la de mim de qualquer jeito. Estava voltando a ser o velho Luan, o cara que um dia tirou a inocência dela e nunca mais voltou por medo das consequências.
- Enquanto a loira sem nome tirava a própria roupa sensualizando na minha frente eu pensava nela, que ela nunca tinha tirado a própria roupa comigo, essa era a minha tarefa que fazia com o maior prazer do mundo.
Aquela mulher vulgar na minha frente nada lembrava minha pequena. Minha doce e tímida Helena.
- Vem cá gatinho.
Ela começou a tirar a minha roupa ja nua, nunca tinha reparado o quanto aquelas mulheres que me envolvia eram falsas, puro silicone e futilidade.
"Não Luan. Faça isso. Tente esquece-la. "
Beijei a loira que se contorcia sobre mim de um jeito fingido, tava parecendo uma atriz pornô. Que mulher mesquinha.
-Saia daqui, pelo amor de Deus, saia.
Gritei com ela irritado comigo mesmo, minha incapacidade de fingir que não estava desesperado.
A loira fez cara de choro e fiquei com pena dela.
- Que eu fiz? Você é um mau educado.
Ela não tinha culpa nenhuma, eu que era um idiota.
- Desculpe, acho que bebi um pouco demais. Por favor vá embora, não vai rolar nada.
A loira se vestiu rapidamente furiosa.
-Nunca pensei que tu fosse esse brocha Luan Lucco.
Bateu a porta com força.
Agora sim eu estava ótimo. Largado, infeliz e humilhado.
"Não importa o quanto ela me despreze, vou atrás dela. "
Sai rumo ao aeroporto afim de pegar o primeiro vôo possível para Belo Horizonte.
Helena narrando
Mamãe e Lola rasparam o meu cabelo. Estar sem cabelo, eu que sempre tive tanto e tão grande, era estranho. Uma marca da doença. Me sentia como gado marcado a ferro em brasa. Não chorei, eu já estava conformada com meu destino, só queria fazer meus pais sofrerem o mínimo possível.
Quando fiquei sozinha no quarto escutei a ultima mensagem do Luan.
"Helena eu não sei mais o que fazer, por que você tá fazendo isso comigo cara? Agente prometeu lutar, tá lembrada? Você prometeu que ia ficar comigo, que era minha e aí você some e me deixa sozinho com todo esse vazio por dentro. Não é justo, achei que você era diferente. "
- Descupa meu amor.
A única coisa pela qual rezava era pra morte ser um alívio para todos nós.oite que Helena viraria apenas um lembrança na minha cabeça. Estava disposto a tira-la de mim de qualquer jeito. Estava voltando a ser o velho Luan, o cara que um dia tirou a inocência dela e nunca mais voltou por medo das consequências.
- Enquanto a loira sem nome tirava a própria roupa sensualizando na minha frente eu pensava nela, que ela nunca tinha tirado a própria roupa comigo, essa era a minha tarefa que fazia com o maior prazer do mundo.
Aquela mulher vulgar na minha frente nada lembrava minha pequena. Minha doce e tímida Helena.
- Vem cá gatinho.
Ela começou a tirar a minha roupa ja nua, nunca tinha reparado o quanto aquelas mulheres que me envolvia eram falsas, puro silicone e futilidade.
"Não Luan. Faça isso. Tente esquece-la. "
Beijei a loira que se contorcia sobre mim de um jeito fingido, tava parecendo uma atriz pornô. Que mulher mesquinha.
-Saia daqui, pelo amor de Deus, saia.
Gritei com ela irritado comigo mesmo, minha incapacidade de fingir que não estava desesperado.
A loira fez cara de choro e fiquei com pena dela.
- Que eu fiz? Você é um mau educado.
Ela não tinha culpa nenhuma, eu que era um idiota.
- Desculpe, acho que bebi um pouco demais. Por favor vá embora, não vai rolar nada.
A loira se vestiu rapidamente furiosa.
-Nunca pensei que tu fosse esse brocha Luan Lucco.
Bateu a porta com força.
Agora sim eu estava ótimo. Largado, infeliz e humilhado.
"Não importa o quanto ela me despreze, vou atrás dela. "
Sai rumo ao aeroporto afim de pegar o primeiro vôo possível para Belo Horizonte.
Helena narrando
Mamãe e Lola rasparam o meu cabelo. Estar sem cabelo, eu que sempre tive tanto e tão grande, era estranho. Uma marca da doença. Me sentia como gado marcado a ferro em brasa. Não chorei, eu já estava conformada com meu destino, só queria fazer meus pais sofrerem o mínimo possível.
Quando fiquei sozinha no quarto escutei a ultima mensagem do Luan.
"Helena eu não sei mais o que fazer, por que você tá fazendo isso comigo cara? Agente prometeu lutar, tá lembrada? Você prometeu que ia ficar comigo, que era minha e aí você some e me deixa sozinho com todo esse vazio por dentro. Não é justo, achei que você era diferente. "
- Descupa meu amor.
Capitulo 22
Passei
um mês ligando pra ela, mandando mensagem e nada.
As pessoas começaram a notar minha reação, estava triste e calado o tempo todo. É claro, eu havia sido um idiota, deixei que ela brincasse comigo, me apaixonei e foi só sair pela porta daquele hotel pra Helena me esquecer. Imaginei ela nos braços de outro. Uma lágrima desceu amarga enquanto tomava mais um gole de tequila.
- Para de beber agora Luan.
Minha mãe gritou comigo no camarim. Olhei pra ela arrasado.
- Mãe, eu to morrendo aqui sem ela. Por quê Helena ta fazendo isso?
Virei outra dose.
- Meu filho vá atrás dela, não fique aí se punindo, ta fazendo todo mundo que te ama sofrer.
Eu não tinha coragem, não podia chegar lá e ouvir que fui só um joguinho, ver que estava ótima e já havia me esquecido.
- Eu não vou, tenho que cumprir a agenda que está lotada, ela que vá pro inferno.
Outra lágrima desceu enquanto virava outra dose. Mais uma vez fui embora pra casa carregado, beber não ajudava a esquecer, cada dia a ferida era maior. Eu ainda a amava, talvez bem mais que antes.
Helena narrando
Cheguei em casa carregada por meu pai. Meu estômago estava revirando e ja não tinha nada que pudesse por pra fora.
- Tudo bem, eu to aqui amiga.
Lola colocou mais um cobertor sobre mim, a febre alta dava um frio danado. Meu corpo tremia e doía como nunca antes, cada vez era pior.
O celular em cima da mesa tocava a música dele. Luan ligava pela milésima vez, ignora-lo me matava mais do que toda aquela droga.
- Desligue.
Disse sentindo uma ânsia novamente.
- Helena, por favor, ele deve estar preocupado, atenda.
Lola limpava o suor da minha testa.
- Não. Desligue.
Disse com convicção, o que ia falar pra ele? Que era uma doente quase terminal? Que estava morrendo? Ele não merecia isso, tinha que me esquecer e seguir em frente. Eu já não era nada. Nem sabia se havia sido algo um dia.
-Ele não vai desistir, sabe disso. Esta sendo injusta.
Fiz força pra vomitar mais nada saía do meu estômago. Imaginei a cara dele me vendo assim pele e osso. Com os cabelos caindo sem parar.
- Sou egoísta sim, por que o amo de mais para deixá-lo me ver morrer. O amo demais para dizer adeus.
-Você não vai morrer, vai se curar e ficar boa.
Lola beijou a minha testa e senti as lágrimas dela misturando-se com o meu suor.
- Eu te amo Lola.
Ela me abraçou apertado.
- Eu sempre vou te amar Heli.
As pessoas começaram a notar minha reação, estava triste e calado o tempo todo. É claro, eu havia sido um idiota, deixei que ela brincasse comigo, me apaixonei e foi só sair pela porta daquele hotel pra Helena me esquecer. Imaginei ela nos braços de outro. Uma lágrima desceu amarga enquanto tomava mais um gole de tequila.
- Para de beber agora Luan.
Minha mãe gritou comigo no camarim. Olhei pra ela arrasado.
- Mãe, eu to morrendo aqui sem ela. Por quê Helena ta fazendo isso?
Virei outra dose.
- Meu filho vá atrás dela, não fique aí se punindo, ta fazendo todo mundo que te ama sofrer.
Eu não tinha coragem, não podia chegar lá e ouvir que fui só um joguinho, ver que estava ótima e já havia me esquecido.
- Eu não vou, tenho que cumprir a agenda que está lotada, ela que vá pro inferno.
Outra lágrima desceu enquanto virava outra dose. Mais uma vez fui embora pra casa carregado, beber não ajudava a esquecer, cada dia a ferida era maior. Eu ainda a amava, talvez bem mais que antes.
Helena narrando
Cheguei em casa carregada por meu pai. Meu estômago estava revirando e ja não tinha nada que pudesse por pra fora.
- Tudo bem, eu to aqui amiga.
Lola colocou mais um cobertor sobre mim, a febre alta dava um frio danado. Meu corpo tremia e doía como nunca antes, cada vez era pior.
O celular em cima da mesa tocava a música dele. Luan ligava pela milésima vez, ignora-lo me matava mais do que toda aquela droga.
- Desligue.
Disse sentindo uma ânsia novamente.
- Helena, por favor, ele deve estar preocupado, atenda.
Lola limpava o suor da minha testa.
- Não. Desligue.
Disse com convicção, o que ia falar pra ele? Que era uma doente quase terminal? Que estava morrendo? Ele não merecia isso, tinha que me esquecer e seguir em frente. Eu já não era nada. Nem sabia se havia sido algo um dia.
-Ele não vai desistir, sabe disso. Esta sendo injusta.
Fiz força pra vomitar mais nada saía do meu estômago. Imaginei a cara dele me vendo assim pele e osso. Com os cabelos caindo sem parar.
- Sou egoísta sim, por que o amo de mais para deixá-lo me ver morrer. O amo demais para dizer adeus.
-Você não vai morrer, vai se curar e ficar boa.
Lola beijou a minha testa e senti as lágrimas dela misturando-se com o meu suor.
- Eu te amo Lola.
Ela me abraçou apertado.
- Eu sempre vou te amar Heli.
Capitulo 21
Liguei
pra ela o dia todo, ela não me atendia, a vontade que tinha era
deixar tudo pra trás e ir até ela.
"Que saco Helena, o que você está fazendo que não atende a porra do celular? "
Caiu na caixa postal pele milésima vez.
Estava exausto da viagem, tomei um banho e caí na cama.
"Deve estar tudo bem. "
Dormi esperando sonhar com a minha menina, por que não tê-la perto dava um vazio danado.
Helena narrando
Minha mãe chorava sem parar, eu não tinha reação, estava lá de olhos arregalados não conseguindo acreditar no que o médico acabava de dizer.
"-Você está com câncer, em estágio muito avançado. Sinto muito. "
O quê? Eu ia morrer? Não podia ser verdade.
Minha mãe saiu do quarto cambaleando, meu pai veio de encontro a mim e me colocou entre os braços.
- Pai, eu vou morrer?
Finalmente conseguia chorar.
- Não Heli, vai ficar tudo bem.
O médico começou a falar do tratamento, mas eu não estava prestando atenção, eu só sentia aquela dor horrível me dilacerando por dentro.
" Luan, meu Luan. "
A vida tinha fodido comigo, que merda.
"Que saco Helena, o que você está fazendo que não atende a porra do celular? "
Caiu na caixa postal pele milésima vez.
Estava exausto da viagem, tomei um banho e caí na cama.
"Deve estar tudo bem. "
Dormi esperando sonhar com a minha menina, por que não tê-la perto dava um vazio danado.
Helena narrando
Minha mãe chorava sem parar, eu não tinha reação, estava lá de olhos arregalados não conseguindo acreditar no que o médico acabava de dizer.
"-Você está com câncer, em estágio muito avançado. Sinto muito. "
O quê? Eu ia morrer? Não podia ser verdade.
Minha mãe saiu do quarto cambaleando, meu pai veio de encontro a mim e me colocou entre os braços.
- Pai, eu vou morrer?
Finalmente conseguia chorar.
- Não Heli, vai ficar tudo bem.
O médico começou a falar do tratamento, mas eu não estava prestando atenção, eu só sentia aquela dor horrível me dilacerando por dentro.
" Luan, meu Luan. "
A vida tinha fodido comigo, que merda.
capitulo 20
Luan narrando:
Dentro do avião um tanto de gente conversava coisas banais. A imagem dela ainda estava na minha cabeça. O beijo na porta do hotel. Quando a veria de novo?
Parecia impossível ser dela. Tanta coisa estava entre nós, tinha medo que a machucasse, até mesmo fisicamente, algumas fãs não tinham limites.
Respirei fundo olhando as nuvens lá fora. Onde será que estava a minha menina naquele momento?
Helena narrando:
Minha mãe estava furiosa, me tratava como criança.
-Responde Helena, onde você estava?
Pensei em explicar, pior do que não entender era o fato de que não acreditaria. Resolvi que preferia ela com raiva do que me achando maluca.
-Não vou contar, sou maior de idade mãe, eu conheci alguém e tenho responsabilidade a senhora sabe muito bem, é só isso.
Entrei pro quarto e tranquei a porta antes que ela revidasse.
Pela primeira vez na vida ia matar um dia de trabalho, eu estava triste e sentia uma tonteira um pouco estranha. Que dia pra ficar doente, né?
Tinha que tomar um banho mas meu corpo estava mole, também não queria tirar o perfume dele do meu corpo.
Eram duas da manhã quando saí de casa carregada por meu pai, direto pro hospital.
O quarto todo branco trasmitia uma certa paz. Estava bem melhor quando o médico entrou pela porta com alguns exames na mão. Meu pai foi em direção a ele preocupado. Os dois falavam baixo, não dava pra ouvir. Rapidamente sairam do quarto e a medicação fez que eu dormisse.
"-Luan? Por que está aqui?
Ele olhava pra mim sem nada dizer, os olhos inchados de tanto chorar. Estávamos no quarto branco de hospital.
-Helena, eu sinto muito.
Tentei tocá-lo, minha mão passou direto, eu era como um fantasma. Fiquei de pé e vi meu corpo sobre a maca. Morto."
Acordei assustada, a agulha do soro provocou certo incomodo me fazendo deitar com calma na cama. Papai não estava mais lá, só minha mãe, olhando pela vista da enorme janela de vidro.
Recuperei o ar tentando esquecer do sonho terrível.
"Está tudo bem, está tudo bem."
Minha mente repetia como um mantra. Quando mamãe se virou pra mim sua face era cansada e trite, muito triste.
-Tudo bem agora filha.-Se sentou ao meu lado.-Ficarei aqui com você.
Fiquei preocupada com aquela reação.
-Mãe o que eu tenho? Posso ir embora? Detesto hospital.
Ela respirou tentando não chorar.
- O médico ainda vai fazer mais alguns exames, não sabemos direito o que aconteceu.Tenha paciencia filha.
-Mãe você está me assustando, é algo sério?
Ela me abraçou.
-Não é nada, sou exagerada você sabe. Agora descance.
Ela saiu do quarto me deixando com o coração na boca, parecia ainda estar dentro daquele pesadelo terrível. Meu Deus o que eu tenho?
parece que nossa história teve uma reviravolta, para o bem? Para o mau? Esperem os próximos capítulos.
Capitulo 19
" -Helena... Helena... Helena.
Procurei por ela no meio da neblina, árvores e escuridão na floresta densa e ela não aparecia. Gritei, implorei por ela, mas via apenas vultos.
- Helena, por favor volte.
Ela não aparecia, não me ouvia, ela continuava correndo. Estava exausto, desesperado, caí ao chão com o coração na boca.
- Helena?
Tinha a perdido. Meu Deus. "
Acordei assustado buscando o ar. Helena do meu lado me olhava sonolenta.
- Luan? O que foi?
Agora ela também estava assustada.
A abracei apertado, tão de repente que caí sobre ela na cama.
- Luan, você é muito pesado, tá me sufocando, que aconteceu? Me fala por favor.
Ela falou baixinho.
Eu não conseguia parar de abraça-la, não queria mudar de posição.
- Eu achei que... ai Meu Deus foi tão ruim... achei que tinha te perdido.
- Tudo bem, estou aqui.
Ela passou os braços sobre minhas costas a acariciando.
- Eu vou embora quando amanhecer.
Helena tentou se mecher em baixo de mim, não a soltei. Ela era tão pequena, comecei a ficar com medo de machuca-la .
- Não vai, não me deixa.
Ela me apertou, aquilo estava acabando comigo.
- Tenho que ir, não posso decepcionar as pessoas que estão contando comigo.
Senti ela beijar o meu ombro.
- Eu sei.
Disse conformada.
- Isso não é um adeus, eu prometo.
Deitei de costas para cama fazendo com que ela deitasse por cima de mim. Ela era leve, minha menina transmitia um calor quase curativo. Ela olhou pra mim.
- Você é tão lindo.
Sorriu.
- Você é que é linda.
Ela ficou séria.
- Luan eu estou com medo.
- Eu também estou.
Tudo estava contra nós. O futuro era incerto e parecia terrível.
- Faz amor comigo.
Helena me beijou.
- Achei que você só fizesse sexo.
Toquei as costas nuas dela deixando o lençol descer devagarinho.
- Não posso so fazer sexo sentindo o que sinto.
Helena me beijou de novo, dessa vez com carinho e sem pressa. Os seios dela se movimentando sobre minha pele. Queria ela sempre assim, perto, pele com pele.
Helena foi descendo devagar, sua boca explorando os caminhos que ela fazia.
Aí ela chegou lá, meu sexo demonstrava todo meu desejo por ela. Helena colocou as mãos.
- Ainda faz isso?
Fez um movimento pra cima e pra baixo. Meu Deus, por que ela queria saber isso?
- Não depois que estive com você.
Disse surpreso com a atitude dela.
- Pode me mostrar?
Fiquei de joelhos na cama, ela estava em pé logo a minha frente, olhava pra minha ereção de um jeito curioso.
- Me dê as mãos.
Ela apoiou as dela sobre as minhas. Coloquei-as no lugar, ela ainda olhava intrigada. Começamos bem devagar. Olhar pra ela pela fraca luz da lua, enquanto ela me masturbava, nunca tinha vivido algo assim, minha menina era incrível do jeito tímido e curioso dela.
Helena respirava de forma irregular, as mãos dela eram macias e quentes, muito quentes. Tirei as mãos e ela pareceu confusa.
- Continue.
Ela estava insegura.
- Não sei se consigo.
Ela ainda me tocava, não se mechia.
- Feche os olhos, aja por instinto.
Minha menina fechou os olhos, ela continuou no ritmo perfeito. Fiquei olhando pra ela ali, Meu Deus que linda, isso me deixava louco. Se ela continuasse eu iria gozar.
- Helena.
Ela abriu os olhos que queimavam de desejo. Estava quase sem ar.
- Pare.
Ela tirou as mãos de mim. Helena nua na minha frente, podia gozar so de olhar pra ela. Precisava do corpo dela no meu. Quando estaríamos juntos novamente? Eu não fazia idéia. Já sentia o vazio e queria recuperar todo o tempo.
- Vem aqui.
Pedi que segurasse na cabeceira da cama, de costas para mim. Helena segurou um pouco tímida se inclinando para frente na cama. Coloquei as mãos sobre as dela beijando seu pescoço. Helena gemeu.
- Tudo bem?
-Sim.
Ela disse baixinho. Encostando o corpo no meu. Ela queria, queria que eu a tocasse daquele jeito.
"Boa garota. "
Essa posição me fazia ter o controle, sentir o cheiro do cabelo dela. Naquele momento tudo o que precisava era disso.
Toquei o sexo dela e Helena estremeceu. Enfiei os dedos bem devagar.
- Princesa acho que está pronta, posso sentir.
Enfiei os dedos um pouco mais fundo. Helena gemeu jogando a cabeça para trás, enterrando os cabelos em meu rosto.
- Luan por favor
. Ela implorou.
- Por favor o que?
Precisava que ela pedisse, precisava ouvir claramente da boca dela.
- Faça amor comigo, por favor.
Ela mechia o quadril contra meu sexo. Já não aguentava mais. A penetrei de uma vez só, bem forte. A cama fez um barulho abafado. Helena gemeu de novo.
- Outra vez?
Parei dentro dela.
- Por favor, de novo.
Saí lentamente e ela empurrou o quadril contra o meu fazendo-me penetra-la de novo, bem fundo.
- Ah, Helena.
Falei o nome dela degustando toda a sonoridade. Que nome lindo, lindo como ela. Ficamos nesse ritmo, eu saindo de vagar e ela me fazendo entrar forte. Gozamos juntos. Helena e eu caímos exaustos na cama.
- Eu não vou te deixar.
Ela sorriu sonolenta.
- Promete.
Cobri o corpo dela que estava agora sobre o meu com o cobertor.
- Prometo.
Falei mesmo sem saber o que fazer. Eu a amava, esse era o sentimento. "Eu a amo. " Dormi com a certeza na cabeça.
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Capitulo 18
Helena
narrando
- Tudo começou um ano atrás quando te vi na televisão, estava passando com um balde de pipoca e deixei cair tudo. Você estava lá cantando e a câmera focou no seu rosto. Eu não falei nada, minha mente te reconhecia de alguma forma. No primeiro momento foi intrigante e achei a situação engraçada. Nunca tinha te visto na vida.
Os dias passaram e sonhava com você todas as noites, em cada sonho agente se abraçava, se beijava, fazia planos. Aquilo começou a me assustar. Comecei a pensar nisso o dia todo. O tempo passava e eu fazia tudo pra não falar, não ler nem pensar em você. Só que não adiantava.
Luan estava chocado enquanto acompanhava a narrativa. Olhava pra mim de um jeito estranho, não sei explicar.
- Você se apaixonou por mim? Sem nem me conhecer? Sem nem ao menos ser minha fã?
Morrendo de vergonha balancei a cabeça em sinal afirmativo.
- Eu tentei Luan, fiz de tudo pra sair dessa situação, pra parar com essa coisa doentia. Mas não consegui. O show foi a última tentativa, deu tudo errado.
Minhas lágrimas derramaram sem que pudesse impedir. Eu o amava tanto. Explicar o porque como? Se nem eu mesma sabia. Agora ele sabia quão louca era, ainda sim o que mais queria era que ele me abraçasse, dicesse que tudo ficaria bem, mentisse pra mim.
- Como assim o show foi a última tentativa? Helena não chore.
Luan se ajoelhou na minha frente. Limpou as lágrimas devagar. Aquela mão quente e reconfortante.
- Eu queria me sentir só mais uma, só mais uma idiota na plateia sonhando com você, um cara que sabia ser impossível.
Luan ficou com os olhos marejados, as mãos agora apertavam minha perna. Um sinal de angústia.
- Foi aí que eu te escolhi. Que te levei pro meu quarto e fiz amor com você. Que te fiz mulher da forma mais mesquinha, e sem nenhuma compaixão te procurei outra vez, por puro egoísmo, por que você era boa demais pra mim, ainda sim ignorei o canalha que era pra te ter de novo. Eu sinto tanto pequena. Eu sou um idiota. Acabei com seus sonhos.
- Não Luan, você não tem culpa, eu sabia do risco e quis ficar. Eu sou a culpada.
O abracei apertado, não queria que ele se sentisse assim, ele estava sofrendo e a culpa era minha, da minha irresponsabilidade.
- Tenho culpa sim, sou esse cara fodido, machuco as pessoas Helena. Sou tão filho da puta que mesmo depois de tudo não quero que vá embora. Não quero perder você.
Nós estávamos chorando feito crianças, as lágrimas dele molhavam meu ombro, eu o apertava como se aquilo fosse tirar nossa dor, acabar com aquele vazio. Mas não estava funcionando, nunca iria.
- Quer o quê de mim Luan? O que você quer?
Ele segurou meu rosto olhando nos meus olhos.
- Eu não sei, nunca senti isso antes. A única coisa que sei é que não consigo mais ficar longe, preciso de você perto de mim, preciso que você me deseje, que me toque, que faça amor comigo.
O beijei com toda minha força. Queria que ele soubesse que o amava, o quanto o amava.
Luan retribuiu o beijo com a mesma intensidade. Suas mãos no meu cabelo deixavam claro o que passava em sua cabeça.
"Por favor não pare, não se afaste de mim. "
Aquela situação era complicada e eu não sabia o que significava ficar ou não. Ainda sim não o soltei, não parei de beija-lo. Desejava o Luan, queria o corpo dele no meu, as mãos nas minhas, queria que ele se perdesse em mim, mostrar que era dele, tirar a medo de seu coração.
Talvez ele me ame.
Luan me deitou na cama e esqueci de tudo.
- Tudo começou um ano atrás quando te vi na televisão, estava passando com um balde de pipoca e deixei cair tudo. Você estava lá cantando e a câmera focou no seu rosto. Eu não falei nada, minha mente te reconhecia de alguma forma. No primeiro momento foi intrigante e achei a situação engraçada. Nunca tinha te visto na vida.
Os dias passaram e sonhava com você todas as noites, em cada sonho agente se abraçava, se beijava, fazia planos. Aquilo começou a me assustar. Comecei a pensar nisso o dia todo. O tempo passava e eu fazia tudo pra não falar, não ler nem pensar em você. Só que não adiantava.
Luan estava chocado enquanto acompanhava a narrativa. Olhava pra mim de um jeito estranho, não sei explicar.
- Você se apaixonou por mim? Sem nem me conhecer? Sem nem ao menos ser minha fã?
Morrendo de vergonha balancei a cabeça em sinal afirmativo.
- Eu tentei Luan, fiz de tudo pra sair dessa situação, pra parar com essa coisa doentia. Mas não consegui. O show foi a última tentativa, deu tudo errado.
Minhas lágrimas derramaram sem que pudesse impedir. Eu o amava tanto. Explicar o porque como? Se nem eu mesma sabia. Agora ele sabia quão louca era, ainda sim o que mais queria era que ele me abraçasse, dicesse que tudo ficaria bem, mentisse pra mim.
- Como assim o show foi a última tentativa? Helena não chore.
Luan se ajoelhou na minha frente. Limpou as lágrimas devagar. Aquela mão quente e reconfortante.
- Eu queria me sentir só mais uma, só mais uma idiota na plateia sonhando com você, um cara que sabia ser impossível.
Luan ficou com os olhos marejados, as mãos agora apertavam minha perna. Um sinal de angústia.
- Foi aí que eu te escolhi. Que te levei pro meu quarto e fiz amor com você. Que te fiz mulher da forma mais mesquinha, e sem nenhuma compaixão te procurei outra vez, por puro egoísmo, por que você era boa demais pra mim, ainda sim ignorei o canalha que era pra te ter de novo. Eu sinto tanto pequena. Eu sou um idiota. Acabei com seus sonhos.
- Não Luan, você não tem culpa, eu sabia do risco e quis ficar. Eu sou a culpada.
O abracei apertado, não queria que ele se sentisse assim, ele estava sofrendo e a culpa era minha, da minha irresponsabilidade.
- Tenho culpa sim, sou esse cara fodido, machuco as pessoas Helena. Sou tão filho da puta que mesmo depois de tudo não quero que vá embora. Não quero perder você.
Nós estávamos chorando feito crianças, as lágrimas dele molhavam meu ombro, eu o apertava como se aquilo fosse tirar nossa dor, acabar com aquele vazio. Mas não estava funcionando, nunca iria.
- Quer o quê de mim Luan? O que você quer?
Ele segurou meu rosto olhando nos meus olhos.
- Eu não sei, nunca senti isso antes. A única coisa que sei é que não consigo mais ficar longe, preciso de você perto de mim, preciso que você me deseje, que me toque, que faça amor comigo.
O beijei com toda minha força. Queria que ele soubesse que o amava, o quanto o amava.
Luan retribuiu o beijo com a mesma intensidade. Suas mãos no meu cabelo deixavam claro o que passava em sua cabeça.
"Por favor não pare, não se afaste de mim. "
Aquela situação era complicada e eu não sabia o que significava ficar ou não. Ainda sim não o soltei, não parei de beija-lo. Desejava o Luan, queria o corpo dele no meu, as mãos nas minhas, queria que ele se perdesse em mim, mostrar que era dele, tirar a medo de seu coração.
Talvez ele me ame.
Luan me deitou na cama e esqueci de tudo.
sábado, 5 de dezembro de 2015
capitulo 17
Acordei
um pouco confusa, minha cabeça pesava uma tonelada e o estômago
doía muito. Ao olhar pra cima o vi. Estava nos braços dele: Luan.
- Oi.
Ele sorriu aliviado.
- Oi.
Levantei ainda um pouco tonta me sentando na cama.
- O quê houve?
-Você apagou.
Tentei lembrar do que tinha acontecido. Notei que ainda estava no quarto do Roberval.
- Tô morrendo de fome.
Luan sorriu.
- Posso pedir alguma coisa. Vamos pro meu quarto? Temos muito o que conversar.
Pensei se devia ir. Estava cansada demais para lutar.
- Tudo bem, e o Roberval?
Está no saguão conversando com minha mãe, ela acabou de ligar.
Fomos pro quarto do Luan, eu me apoiava nele, estava tão fraca, nunca passei tão mau.
Alguns minutos e a comida veio. Era uma massa maravilhosa, enquanto comia Luan falava com Roberval pelo telefone. Ele parecia triste. Isso me machucava. É claro que o motivo era eu.
Luan narrando
Falei com Roberval, esperava que não fizesse fofoca pra dona Marizete, não queria ela preocupada.
Enquanto isso olhava Helena em cima da minha cama, ela comia com vontade, tirava o molho dos lábios com a língua. Lembrei daquela boca em mim, isso era sexy pra caralho. Tentei não ir lá e beija-la com força, porque cara, eu tava muito afim.
Me dava uma sensação boa vê-la perto de mim e segura. Sentei na poltrona de frente pra cama.
- Agora entendi, você não comeu nada o dia todo né?
Ela balançou a cabeça envergonhada.
- Nunca mais fassa isso, pelo amor de Deus Helena, você me assustou.
- Tudo bem.
Ela pareceu sincera, fiquei um pouco mais calmo.
- Por que você foi embora?
Helena narrando
Eu não sabia o que responder, o que quer que dicesse pareceria uma cobrança, e agente não tinha nada.
- Eu só quero parar com isso. Quero ir pra casa e esquecer.
Luan parecia confuso. Ficou me olhando sem dizer nada. Já ia falar algo quando ele quebrou o silêncio.
- Eu não entendo você menina. Você não me diz nada Helena, não se abre. Por favor, fala a verdade.
Aí meu Deus, o que fazer? Contar a verdade? Talvez se ele descobrisse a idiota que eu era me deixasse ir embora.
- Tá, vou contar. Acho que não vai querer saber de mim depois disso.
Ele sorriu triste.
- Eu sempre vou querer saber de você.
Tentei acreditar que era verdade, ignorar tudo o que o Roberval disse e ser sincera. Aquela era a hora de contar tudo, custasse o que custasse.
- Oi.
Ele sorriu aliviado.
- Oi.
Levantei ainda um pouco tonta me sentando na cama.
- O quê houve?
-Você apagou.
Tentei lembrar do que tinha acontecido. Notei que ainda estava no quarto do Roberval.
- Tô morrendo de fome.
Luan sorriu.
- Posso pedir alguma coisa. Vamos pro meu quarto? Temos muito o que conversar.
Pensei se devia ir. Estava cansada demais para lutar.
- Tudo bem, e o Roberval?
Está no saguão conversando com minha mãe, ela acabou de ligar.
Fomos pro quarto do Luan, eu me apoiava nele, estava tão fraca, nunca passei tão mau.
Alguns minutos e a comida veio. Era uma massa maravilhosa, enquanto comia Luan falava com Roberval pelo telefone. Ele parecia triste. Isso me machucava. É claro que o motivo era eu.
Luan narrando
Falei com Roberval, esperava que não fizesse fofoca pra dona Marizete, não queria ela preocupada.
Enquanto isso olhava Helena em cima da minha cama, ela comia com vontade, tirava o molho dos lábios com a língua. Lembrei daquela boca em mim, isso era sexy pra caralho. Tentei não ir lá e beija-la com força, porque cara, eu tava muito afim.
Me dava uma sensação boa vê-la perto de mim e segura. Sentei na poltrona de frente pra cama.
- Agora entendi, você não comeu nada o dia todo né?
Ela balançou a cabeça envergonhada.
- Nunca mais fassa isso, pelo amor de Deus Helena, você me assustou.
- Tudo bem.
Ela pareceu sincera, fiquei um pouco mais calmo.
- Por que você foi embora?
Helena narrando
Eu não sabia o que responder, o que quer que dicesse pareceria uma cobrança, e agente não tinha nada.
- Eu só quero parar com isso. Quero ir pra casa e esquecer.
Luan parecia confuso. Ficou me olhando sem dizer nada. Já ia falar algo quando ele quebrou o silêncio.
- Eu não entendo você menina. Você não me diz nada Helena, não se abre. Por favor, fala a verdade.
Aí meu Deus, o que fazer? Contar a verdade? Talvez se ele descobrisse a idiota que eu era me deixasse ir embora.
- Tá, vou contar. Acho que não vai querer saber de mim depois disso.
Ele sorriu triste.
- Eu sempre vou querer saber de você.
Tentei acreditar que era verdade, ignorar tudo o que o Roberval disse e ser sincera. Aquela era a hora de contar tudo, custasse o que custasse.
capitulo 16
Roberval me ligou e corri até seu quarto. Encontrei minha menina deitada na cama dele. Tão frágil, parecia até um anjo.
- Acho que ela desmaiou.
Roberval disse olhando pra ela.
-O que ela estava fazendo aqui, no seu quarto?
- Eu só queria protegê-la.
Quem devia protegê-la era eu, queria matar ele.
-De mim?
- É claro, não se fassa de sonso, não vê que ela é só uma menina? Não tem noção não?
Respirei fundo, Roberval tinha razão. O que eu fazia não era justo, afinal de contas, o que sentia por ela? Não fazia idéia. A única coisa que sabia é que não queria ficar longe, que precisava dela perto de mim.
-Gosto dela Leo.
Roberval riu na minha cara.
-Para com isso seu cretino, é claro que não gosta nada.
O desdem dele amargo.
- Gosta dela por que? Olha as mulheres que já te vi, ela não tem nada a ver com elas. É muito bonita, mas já te vi com outras bem mais bonitas que ela.
Pensei no que ele disse. Ela era linda mesmo. Sentei na cama colocando a cabeça dela no meu colo. Estava respirando bem, parecia estar só dormindo.
-Você acertou, ela é diferente das outras. É tímida, curiosa, corajosa, estabanada e engraçada, ela é tudo que eu nunca tive. Não a mereço, eu sei. O fato dela gostar de mim é como um milagre. Achei que alguém assim nunca olharia pra mim.
Desabafei. Aquilo mais pareceu uma confissão pra mim mesmo, eu não tinha idéia do quanto ela era importante. Enquanto acariciava o seu cabelo pensava no quanto ferida estava, o Roberval tinha pegado pesado.
-Luan, do jeito que você folou agora mano, quer dizer, eu te conheço, parece até que você tá... não, não pode ser.
-Ela desmaiou por sua culpa não foi?
De repente a ficha caiu. O que ele tinha dito pra ela?
- Cara, eu não fiz nada, juro.
Ele parecia sinsero. Eu não sabia o que fazer, o tempo estava passando e ela não acordava.
capitulo 15
Sentei na cama do quarto do Roberval um pouco desajeitada. Como era incomoda aquela situação, porem, haviam muitas perguntas na minha cabeça.
-Quer beber alguma coisa?
Ele foi em direção ao frigobar.
-Não, obrigada.
Roberval sentou na poltrona de frente a cama,estava sério.
-Helena, certo?
-Sim.
Ele respirou fundo.
-Por que estava aqui garota? O que o Luan quer com você? Quer dizer, não precisa nem falar, eu já posso adivinhar.
Onde ele queria chegar com aquela conversa? Tratei de explicar.
-Olha o Luan não fez nada tá, sou maior de idade. Sei o que estou fazendo.
Roberval deu um riso falso.
-É isso que ele quer que você pense. Helena o Luan vive com um monte de mulher, todo show ele aparece com alguma nova. A gente só vê elas saindo do quarto dele no meio da noite, depois nunca mais.
Ele estava certo, o Luan era assim, mais será que era assim também comigo? Parecia que ele sentia algo. Será que estava fingindo? Meu Deus, eu tinha me iludido igual uma idiota.
-Ele dormiu comigo. Duas vezes.
Contei tentando achar algum sinal que ele fosse diferente.
-Dormiu?- Roberval pareceu surprezo, depois voltou ao sinal de alerta.- Olha garota você é muito bonita e jovem, têm um jeito tímido, o que não lembra em nada o tipo dele. Não concordo com o que ele faz, por isso senti que devia tentar avisar. Me chame de romantico se quiser, mas, não acho que se deve brincar com o sentimento de alguém.
Balancei a cabeça ainda tentando processar toda aquela informação. Finalmente alguém havia jogado na minha cara tudo o que no fundo estava cansada de saber.
-Você gosta dele?
Balancei a cabeça de novo, respirando fundo pras lágrimas não escorrerem, pra dor não sair com tudo.
-Você não é a única, não sei o que vocês mulheres viram nele, todas o querem. Não estou dizendo que ele não presta, eu gosto muito dele e um grande amigo, mas ele nunca se apega a nínguem, em quisito de mulher ele é um galinha.
Peguei minha bolsa e levantei da cama. Senti uma leve tonteira. Não havia comido nada o dia todo, lembrei na hora.
Roberval me segurou antes que caísse no chão. Senti meu corpo sendo suspenso, de repente escuridão. Eu tinha apagado.
capitulo 14
No elevador tocava uma daquelas músicas fúnebres, o que fazia meus batimentos dispararem. Por mais tempo que passasse com ele seria sempre assim. Sempre iria parecer a primeira vez. Olhei no relógio, 21:00 h. Minhas mãos estavam suando, o que ele queria comigo? Além daquele joguinho é claro.
Parei em frente ao quarto tomando coragem para bater, só que ela não vinha, alguma coisa dentro de mim estava errada. Me assustei com um cara do meu lado. Era o Roberval, o secretario e melhor amigo do Luan, já tinha visto em fotos.
-Oi.
Disse sem graça.
-Oi.
Ele respondeu meio desconfiado.
-Vai entrar?
Roberval fez sinal indicando a porta.
-Acho que não.
Me virei pra ir embora. Luan abriu a porta.
-Helena?
Olhei pra ele toda sem graça.
-Estava indo onde?
Luan perguntou ignorando a presença do amigo.
-Tenho que ir embora.
Falei com pesar. Não sei, do nada me deu vontade de sair dali, alguma coisa dentro de mim pedia que eu fosse embora sem olhar pra trás.
-Gente eu to boiando aqui.
Roberval se colocou entre nós.
-Roberval vai embora.
Luan falou isso de um jeito meio estúpido.
Comecei a sair de lá deixando os dois para trás, Luan foi atrás de mim. Segurou meu braço.
-Por favor, fica.
Seu olhar estava implorando.
-Larga ela agora Luan.
Roberval chegou tirando o braço dele de mim. Os dois começaram a se estranhar.
-Sai daqui Roberval, você não sabe de nada cara.
-Não vou sair, não vou deixar você fazer o que quer que seja com essa menina. Olha só pra ela, tá morrendo de medo. Você é um idiota.
Meus Deus, eles estavam brigando por minha causa.
-Parem agora.
Empurrei cada um pra um lado. Pareciam crianças. Pelo visto o Roberval estava querendo me defender do Luan Como assim? Sera que o Luan era esse monstro todo? Eu só via o amor da minha vida.
Luan segurou minha mão.
-Fica.
Me olhou desesperado.
-Não posso, tenho que ir.
Soltei a minha mão e saí correndo a tempo de pegar o elevador que ia descendo.
"Por que deixei ele? Por que não fiquei?"
Aquilo tudo não era fácil. Saber que ele só estava brincando, que o roberval achava que o amigo era um monstro. O que faria comigo. Acabaria destruindo meu coração que já sangrava demais.
Antes que pudesse entrar no táxi Roberval me muxou pela mão.
-Precisamos conversar.
Fiquei envergonhada que ele me visse chorando. Limpei as lágrimas com as costas das mãos.
-Tenho que ir.
-Por favor Helena, é importante.
Fiquei pra ouvir.
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