domingo, 20 de dezembro de 2015

Capitulo 29


Acordei assustado depois de um pesadelo com ela. Helena ainda estava na cama dormindo. Recuperei os sentidos e fui até ela, estava na hora do remédio.
-Helena?
Coloquei o braço em seu ombro mais ela não se mexeu.
-Helena, acorde.
A balancei na cama, minha menina não respirava.
"Por favor, não."
- Helena, acorde, por favor, acorde.
Mas ela estava imóvel, fria e ausente. Minha menina não estava mais ali. Ela havia me deixado, para sempre.




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Fui o último a colocar uma rosa branca sobre o caixão de mogno. Uma leve brisa tornava tudo mais desesperador. No discurso o padre falou de amor e aceitação, foi bonito e ela devia estar em algum lugar ouvindo.
-Oi.
Disse olhando pra madeira como se minha menina pudesse responder do seu jeito risonho. Eu tinha muito a falar.
-Quando te conheci, eu era tão idiota. Não sabia o quanto chegaria a te amar. Talvez entre nós seja algo de outras vidas, então por favor me espere, sei que nos encontraremos de novo. Vamos nos reconhecer, sempre iremos. Você prometeu cuidar de mim, e sou sortudo de ter você mesmo depois que se foi. Um anjo assim não podia ficar muito tempo entre nós mesmo. Obrigado por me amar, e naquele curto espaço de tempo ser a melhor coisa que me aconteceu. Eu te amo, pra sempre.
Saí de lá apoiado por meus pais e me sentido morto. Algo dentro de mim havia partido com ela.
Uma semana depois de beber como um louco e tentar me matar Lola apareceu no meu apartamento. Ela me enfiou no chuveiro de roupa e tudo e gritou comigo.
-Acha que a Heli queria isso?
Ela tinha razão. Eu era um fraco, eu não conseguia ser forte.
Lola tinha um projeto. Passou horas falando sobre ajudar pessoas com câncer e homenagear a amiga. Isso realmente me interessou. Quando foi embora já estávamos envolvidos com a causa. Minha menina se orgulharia.
Naquela noite acordei de madrugada sentindo o cheiro dela. Helena estava lá, próxima a janela olhando direto pra mim, parecia serena e feliz. Fui ao seu encontro e desapareceu.

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