domingo, 13 de dezembro de 2015

Capitulo 23


Ja faziam quatro meses e nada de Helena, eu ainda ligava e mandava recado feito um panaca. Cheguei ao hotel no sul acompanhada de uma loira que já nem lembrava o nome. Aquela seria a nFalei olhando pro Telefone me sentindo horrível. Se ele pudesse me ver daquela maneira, os olhos rochos, sem cabelo. Eu ja não era a Helena por quem ele se apaixonou, era apenas o vantasma dela.
A única coisa pela qual rezava era pra morte ser um alívio para todos nós.oite que Helena viraria apenas um lembrança na minha cabeça. Estava disposto a tira-la de mim de qualquer jeito. Estava voltando a ser o velho Luan, o cara que um dia tirou a inocência dela e nunca mais voltou por medo das consequências.
- Enquanto a loira sem nome tirava a própria roupa sensualizando na minha frente eu pensava nela, que ela nunca tinha tirado a própria roupa comigo, essa era a minha tarefa que fazia com o maior prazer do mundo.
Aquela mulher vulgar na minha frente nada lembrava minha pequena. Minha doce e tímida Helena.
- Vem cá gatinho.
Ela começou a tirar a minha roupa ja nua, nunca tinha reparado o quanto aquelas mulheres que me envolvia eram falsas, puro silicone e futilidade.
"Não Luan. Faça isso. Tente esquece-la. "
Beijei a loira que se contorcia sobre mim de um jeito fingido, tava parecendo uma atriz pornô. Que mulher mesquinha.
-Saia daqui, pelo amor de Deus, saia.
Gritei com ela irritado comigo mesmo, minha incapacidade de fingir que não estava desesperado.
A loira fez cara de choro e fiquei com pena dela.
- Que eu fiz? Você é um mau educado.
Ela não tinha culpa nenhuma, eu que era um idiota.
- Desculpe, acho que bebi um pouco demais. Por favor vá embora, não vai rolar nada.
A loira se vestiu rapidamente furiosa.
-Nunca pensei que tu fosse esse brocha Luan Lucco.
Bateu a porta com força.
Agora sim eu estava ótimo.  Largado, infeliz e humilhado.
"Não importa o quanto ela me despreze, vou atrás dela. "
Sai rumo ao aeroporto afim de pegar o primeiro vôo possível para Belo Horizonte.

Helena narrando
Mamãe e Lola rasparam o meu cabelo. Estar sem cabelo, eu que sempre tive tanto e tão grande, era estranho. Uma marca da doença. Me sentia como gado marcado a ferro em brasa. Não chorei, eu já estava conformada com meu destino, só queria fazer meus pais sofrerem o mínimo possível.
Quando fiquei sozinha no quarto escutei a ultima mensagem do Luan.
"Helena eu não sei mais o que fazer, por que você tá fazendo isso comigo cara? Agente prometeu lutar, tá lembrada? Você prometeu que ia ficar comigo, que era minha e aí você some e me deixa sozinho com todo esse vazio por dentro. Não é justo, achei que você era diferente. "
- Descupa meu amor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário