Um
mês sendo perturbado pela imprensa, perdendo os shows e fudendo com
toda a agenda. Tudo pra ficar do lado dela. Até por que qualquer
coisa sem ela não teria sentido algum.
Minha mãe segurou minha mão no escritório do médico.
Depois do que ele disse. Não tinha mais jeito, a doença ia acabar com ela, ia so piorar. Ela ia morrer.
Deixei os pais dela aos prantos no corredor e saí dali. Fui andando pelas ruas sem rumo. Como diria pra Helena que depois de tanta luta, tanta quimioterapia ela não ia sobreviver?
Helena narrando
Acordei bem mais cansada que o dia anterior, respirava com dificuldade. Não aguentava mais olhar aquelas paredes frias. Eu passava mau o tempo todo, ninguém me dizia nada. O tratamento não tava dando certo. Pelo menos não era o que parecia.
Pela primeira vez não vi meu Luan lá.
"Cadê ele? " talvez tivesse ido ao banheiro.
Um minuto e ele entrava pela porta arrasado.
- Oi.
Ele disse com um sorriso forçado.
- Oi.
Alguma coisa tava errada.
Luan sentou do meu lado e segurou a minha mão.
- Sinto falta do seu cabelo.
Ele tocou minha cabeça com a mão livre.
-Também sinto falta.
Tossi e isso doeu bastante.
-Ta doendo muito?
Ele parecia mais triste que o normal.
-Ja até me acostumei com a dor. Eu não to melhorando Luan, tenho certeza.
Ele beijou minha cabeça e ficou calado. Aquilo estava me assustando.
- Vai dar tudo certo né?
Ele não respondeu.
Meu médico, meus pais e os pais do Luan entraram pela porta.
- Querida, precisamos conversar.
Mamãe disse se aproximando, ela estava quilos mais magra depois de tanto sofrimento.
Luan me ajudou a sentar com dificuldade na cama.
Eles me contaram. Eu não ia melhorar, eu ia piorar. Depois de tanta luta, eu ia morrer.
Luan começou a chorar de soluçar do meu lado. Ele apertava a minha mão. Eu ja tinha passado por tanta coisa. De certa forma estava mais forte.
Decidi ser forte, não ia chorar nem ia experniar. A única coisa que podia fazer era passar o máximo de tempo possível com as pessoas que amava.
Luan saiu do quarto batendo a porta. Ele nunca aceitaria a pressão, pelo menos não naquele momento. Os pais dele foram atrás.
Respirei fundo tentando manter o controle.
-Pai, eu não quero morrer nesse hospital. Por favor, me leva pra casa.
O médico olhou pro papai fazendo sinal positivo.
- Tudo bem princesa.
Disse apoiando mamãe.
Eu ia pra casa. Pro meu quarto. Pro restinho que sobrava de mim.
Minha mãe segurou minha mão no escritório do médico.
Depois do que ele disse. Não tinha mais jeito, a doença ia acabar com ela, ia so piorar. Ela ia morrer.
Deixei os pais dela aos prantos no corredor e saí dali. Fui andando pelas ruas sem rumo. Como diria pra Helena que depois de tanta luta, tanta quimioterapia ela não ia sobreviver?
Helena narrando
Acordei bem mais cansada que o dia anterior, respirava com dificuldade. Não aguentava mais olhar aquelas paredes frias. Eu passava mau o tempo todo, ninguém me dizia nada. O tratamento não tava dando certo. Pelo menos não era o que parecia.
Pela primeira vez não vi meu Luan lá.
"Cadê ele? " talvez tivesse ido ao banheiro.
Um minuto e ele entrava pela porta arrasado.
- Oi.
Ele disse com um sorriso forçado.
- Oi.
Alguma coisa tava errada.
Luan sentou do meu lado e segurou a minha mão.
- Sinto falta do seu cabelo.
Ele tocou minha cabeça com a mão livre.
-Também sinto falta.
Tossi e isso doeu bastante.
-Ta doendo muito?
Ele parecia mais triste que o normal.
-Ja até me acostumei com a dor. Eu não to melhorando Luan, tenho certeza.
Ele beijou minha cabeça e ficou calado. Aquilo estava me assustando.
- Vai dar tudo certo né?
Ele não respondeu.
Meu médico, meus pais e os pais do Luan entraram pela porta.
- Querida, precisamos conversar.
Mamãe disse se aproximando, ela estava quilos mais magra depois de tanto sofrimento.
Luan me ajudou a sentar com dificuldade na cama.
Eles me contaram. Eu não ia melhorar, eu ia piorar. Depois de tanta luta, eu ia morrer.
Luan começou a chorar de soluçar do meu lado. Ele apertava a minha mão. Eu ja tinha passado por tanta coisa. De certa forma estava mais forte.
Decidi ser forte, não ia chorar nem ia experniar. A única coisa que podia fazer era passar o máximo de tempo possível com as pessoas que amava.
Luan saiu do quarto batendo a porta. Ele nunca aceitaria a pressão, pelo menos não naquele momento. Os pais dele foram atrás.
Respirei fundo tentando manter o controle.
-Pai, eu não quero morrer nesse hospital. Por favor, me leva pra casa.
O médico olhou pro papai fazendo sinal positivo.
- Tudo bem princesa.
Disse apoiando mamãe.
Eu ia pra casa. Pro meu quarto. Pro restinho que sobrava de mim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário