sábado, 5 de dezembro de 2015

capitulo 14


No elevador tocava uma daquelas músicas fúnebres, o que fazia meus batimentos dispararem. Por mais tempo que passasse com ele seria sempre assim. Sempre iria parecer a primeira vez. Olhei no relógio, 21:00 h. Minhas mãos estavam suando, o que ele queria comigo? Além daquele joguinho é claro.
Parei em frente ao quarto tomando coragem para bater, só que ela não vinha, alguma coisa dentro de mim estava errada. Me assustei com um cara do meu lado. Era o Roberval,
o secretario e melhor amigo do Luan, já tinha visto em fotos.
-Oi.
Disse sem graça.
-Oi.
Ele respondeu meio desconfiado.
-Vai entrar?
Roberval fez sinal indicando a porta.
-Acho que não.
Me virei pra ir embora. Luan abriu a porta.
-Helena?
Olhei pra ele toda sem graça.
-Estava indo onde?
Luan perguntou ignorando a presença do
amigo.
-Tenho que ir embora.
Falei com pesar. Não sei, do nada me deu vontade de sair dali, alguma coisa dentro de mim pedia que eu fosse embora sem olhar pra trás.
-Gente eu to boiando aqui.
Roberval se colocou entre nós.
-Roberval vai embora.
Luan falou isso de um jeito meio estúpido.
Comecei a sair de lá deixando os dois para trás, Luan foi atrás de mim. Segurou meu braço.
-Por favor, fica.
Seu olhar estava implorando.
-Larga ela agora Luan.
Roberval chegou tirando o braço dele de mim. Os dois começaram a se estranhar.
-Sai daqui Roberval, você não sabe de nada cara.
-Não vou sair, não vou deixar você fazer o que quer que seja com essa menina. Olha só pra ela, tá morrendo de medo. Você é um idiota.
Meus Deus, eles estavam brigando por minha causa.
-Parem agora.
Empurrei cada um pra um lado. Pareciam crianças. Pelo visto o Roberval estava querendo me defender do
Luan Como assim? Sera que o Luan era esse monstro todo? Eu só via o amor da minha vida.
Luan segurou minha mão.
-Fica.
Me olhou desesperado.
-Não posso, tenho que ir.
Soltei a minha mão e saí correndo a tempo de pegar o elevador que ia descendo.
"Por que deixei ele? Por que não fiquei?"
Aquilo tudo não era fácil. Saber que ele só estava brincando, que o
roberval achava que o amigo era um monstro. O que faria comigo. Acabaria destruindo meu coração que já sangrava demais.
Antes que pudesse entrar no táxi Roberval me muxou pela mão.
-Precisamos conversar.
Fiquei envergonhada que ele me visse chorando. Limpei as lágrimas com as costas das mãos.
-Tenho que ir.
-Por favor Helena, é importante.
Fiquei pra ouvir.

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