domingo, 13 de dezembro de 2015

Capitulo 22


Passei um mês ligando pra ela, mandando mensagem e nada.
As pessoas começaram a notar minha reação, estava triste e calado o tempo todo. É claro, eu havia sido um idiota, deixei que ela brincasse comigo, me apaixonei e foi só sair pela porta daquele hotel pra Helena me esquecer. Imaginei ela nos braços de outro. Uma lágrima desceu amarga enquanto tomava mais um gole de tequila.
- Para de beber agora Luan.
Minha mãe gritou comigo no camarim. Olhei pra ela arrasado.
- Mãe, eu to morrendo aqui sem ela. Por quê Helena ta fazendo isso?
Virei outra dose.
- Meu filho vá atrás dela, não fique aí se punindo, ta fazendo todo mundo que te ama sofrer.
Eu não tinha coragem, não podia chegar lá e ouvir que fui só um joguinho, ver que estava ótima e já havia me esquecido.
- Eu não vou, tenho que cumprir a agenda que está lotada, ela que vá pro inferno.
Outra lágrima desceu enquanto virava outra dose. Mais uma vez fui embora pra casa carregado, beber não ajudava a esquecer, cada dia a ferida era maior. Eu ainda a amava, talvez bem mais que antes.
Helena narrando
Cheguei em casa carregada por meu pai. Meu estômago estava revirando e ja não tinha nada que pudesse por pra fora.
- Tudo bem, eu to aqui amiga.
Lola colocou mais um cobertor sobre mim, a febre alta dava um frio danado. Meu corpo tremia e doía como nunca antes, cada vez era pior.
O celular em cima da mesa tocava a música dele. Luan ligava pela milésima vez, ignora-lo me matava mais do que toda aquela droga.
- Desligue.
Disse sentindo uma ânsia novamente.
- Helena, por favor, ele deve estar preocupado, atenda.
Lola limpava o suor da minha testa.
- Não. Desligue.
Disse com convicção, o que ia falar pra ele? Que era uma doente quase terminal? Que estava morrendo? Ele não merecia isso, tinha que me esquecer e seguir em frente. Eu já não era nada. Nem sabia se havia sido algo um dia.
-Ele não vai desistir, sabe disso. Esta sendo injusta.
Fiz força pra vomitar mais nada saía do meu estômago. Imaginei a cara dele me vendo assim pele e osso. Com os cabelos caindo sem parar.
- Sou egoísta sim, por que o amo de mais para deixá-lo me ver morrer. O amo demais para dizer adeus.
-Você não vai morrer, vai se curar e ficar boa.
Lola beijou a minha testa e senti as lágrimas dela misturando-se com o meu suor.
- Eu te amo Lola.
Ela me abraçou apertado.
- Eu sempre vou te amar Heli.

Nenhum comentário:

Postar um comentário