Segurei
minha menina no colo. Ela estava tão leve que dava pena.
- Não me solte.
Não a coloquei na cama, continuei segurando ela perto de mim.
Os olhos dela eram muito brilhantes. A luz da lua iluminava seu rosto na penumbra do quarto.
-Estou com medo.
Ela me olhava com ternura.
- Não fique meu amor. Eu vou estar sempre aqui. Sempre do seu lado. Você ainda vai ser muito feliz.
A beijei devagar, ela ainda tinha o cheiro bom, uma leve essência de Rosas. Os lábios dela estavam feridos, tinham um leve gosto de sangue. Finalmente a coloquei na cama.
- Eu não vou conseguir te esquecer. Nunca. Isso não é justo. Eu te amo tanto, tanto.
Deitei ao lado dela passando a mão por cima de sua cintura.
- Você é muito forte, tenho orgulho de você.
Ela sorriu olhando nos meus olhos.
-Você também é, vai descobrir isso.
Eu não queria ser forte, eu tava com ódio, eu não acreditava mais em Deus.
"Seja forte amor, ela ainda precisa de você. "
Lembrei das palavras da minha mãe, a dona Karina tava certa.
- Me beija de novo.
Ela parecia cansada. A beijei na testa.
Ela fez cara de brava, apontou a boca com o dedo.
Beijei minha menina como a muito tempo não fazia. Eu ainda sentia o mesmo desejo de sempre, a amava ainda mais.
- Luan, sei que o que vou pedir é difícil, mas eu preciso, preciso antes de ir.
Balancei a cabeça em sinal afirmativo.
- Pode pedir qualquer coisa, qualquer uma.
Ela respirou fundo tomando coragem.
- Faz amor comigo pela última vez. Me deixa ser sua.
Fiquei confuso. Eu não podia fazer aquilo. Ela estava muito cansada e muito doente.
- Helena... eu...
Ela colocou a mão na minha boca me fazendo calar.
- Olha eu posso, consigo fazer isso. E mais do que poder, eu quero, quero você.
Os olhos dela ficaram cheios de lágrimas.
- Tudo bem, meu amor, sim eu quero.
Limpei as lágrimas dela. Não queria que pensasse que não a queria. Eu a queria, sempre iria querer.
A beijei novamente. Helena foi subindo minha camisa até tira-la. Pela primeira vez eu estava sem jeito, sem saber como agir. Ela ao contrário estava decidida. Ela sabia o que queria.
Levantei a camisola dela com as mãos. O corpo da minha menina ainda respondia ao meu toque.
Algum tempo depois e estávamos sem roupas. Tirei o lenço que ela tinha na cabeça. Ela era linda, mesmo sem cabelo. Ela sempre seria linda.
Helena se levantou ajeitando a mangueirinha do oxigênio.
Me deitei e ela se sentou sobre mim. Ela não parava de me olhar, Helena me olhava nos olhos.
- Eu te amo.
Disse pra ela com uma verdade que nunca usei antes.
A penetrei enquanto ela segurava no meu peito. Minha menina começou a se mecher me fazendo entrar e sair. Ela fechou os olhos com uma expressão que não via a muito tempo, parecia jovem e feliz.
Olhei pra ela durante todo o tempo. Segurei os mãos dela que me tocavam.
- Eu te amo meu lindo, pra sempre.
Minha menina deitou do meu lado ofegante. Arrumei o oxigênio que estava um pouco embolado. Eu mau podia acreditar que aquela seria a última vez que ela seria minha, que eu seria dela.
Assim que ela dormiu vesti minha roupa e saí do quarto. Sentei no sofá da sala ao lado do pai dela. Assim como eu ele não dormia a dias.
- Ela está bem?
Balancei a cabeça que sim.
- Como não ama-la né seu carlos ?
Falei amargo.
- Eu não aguento mais, se pudesse daria minha vida por ela. Os pais não deveriam enterrar seus filhos.
O abracei sem saber o que dizer. Pensava a mesma coisa.
-Vamos ser fortes. Por ela, ta bom?
Ele balançou a cabeça que sim e foi pro quarto onde a mulher dormia a base de calmantes.
Sentei na poltrona de frente pra Helena que dormia aparentemente bem. Era a minha vez de ficar acordado ao lado dela, mesmo quando não era, eu ficava.
Rezei pra aquela noite ser longa, pra ela ficar ali comigo a noite inteira.
- Não me solte.
Não a coloquei na cama, continuei segurando ela perto de mim.
Os olhos dela eram muito brilhantes. A luz da lua iluminava seu rosto na penumbra do quarto.
-Estou com medo.
Ela me olhava com ternura.
- Não fique meu amor. Eu vou estar sempre aqui. Sempre do seu lado. Você ainda vai ser muito feliz.
A beijei devagar, ela ainda tinha o cheiro bom, uma leve essência de Rosas. Os lábios dela estavam feridos, tinham um leve gosto de sangue. Finalmente a coloquei na cama.
- Eu não vou conseguir te esquecer. Nunca. Isso não é justo. Eu te amo tanto, tanto.
Deitei ao lado dela passando a mão por cima de sua cintura.
- Você é muito forte, tenho orgulho de você.
Ela sorriu olhando nos meus olhos.
-Você também é, vai descobrir isso.
Eu não queria ser forte, eu tava com ódio, eu não acreditava mais em Deus.
"Seja forte amor, ela ainda precisa de você. "
Lembrei das palavras da minha mãe, a dona Karina tava certa.
- Me beija de novo.
Ela parecia cansada. A beijei na testa.
Ela fez cara de brava, apontou a boca com o dedo.
Beijei minha menina como a muito tempo não fazia. Eu ainda sentia o mesmo desejo de sempre, a amava ainda mais.
- Luan, sei que o que vou pedir é difícil, mas eu preciso, preciso antes de ir.
Balancei a cabeça em sinal afirmativo.
- Pode pedir qualquer coisa, qualquer uma.
Ela respirou fundo tomando coragem.
- Faz amor comigo pela última vez. Me deixa ser sua.
Fiquei confuso. Eu não podia fazer aquilo. Ela estava muito cansada e muito doente.
- Helena... eu...
Ela colocou a mão na minha boca me fazendo calar.
- Olha eu posso, consigo fazer isso. E mais do que poder, eu quero, quero você.
Os olhos dela ficaram cheios de lágrimas.
- Tudo bem, meu amor, sim eu quero.
Limpei as lágrimas dela. Não queria que pensasse que não a queria. Eu a queria, sempre iria querer.
A beijei novamente. Helena foi subindo minha camisa até tira-la. Pela primeira vez eu estava sem jeito, sem saber como agir. Ela ao contrário estava decidida. Ela sabia o que queria.
Levantei a camisola dela com as mãos. O corpo da minha menina ainda respondia ao meu toque.
Algum tempo depois e estávamos sem roupas. Tirei o lenço que ela tinha na cabeça. Ela era linda, mesmo sem cabelo. Ela sempre seria linda.
Helena se levantou ajeitando a mangueirinha do oxigênio.
Me deitei e ela se sentou sobre mim. Ela não parava de me olhar, Helena me olhava nos olhos.
- Eu te amo.
Disse pra ela com uma verdade que nunca usei antes.
A penetrei enquanto ela segurava no meu peito. Minha menina começou a se mecher me fazendo entrar e sair. Ela fechou os olhos com uma expressão que não via a muito tempo, parecia jovem e feliz.
Olhei pra ela durante todo o tempo. Segurei os mãos dela que me tocavam.
- Eu te amo meu lindo, pra sempre.
Minha menina deitou do meu lado ofegante. Arrumei o oxigênio que estava um pouco embolado. Eu mau podia acreditar que aquela seria a última vez que ela seria minha, que eu seria dela.
Assim que ela dormiu vesti minha roupa e saí do quarto. Sentei no sofá da sala ao lado do pai dela. Assim como eu ele não dormia a dias.
- Ela está bem?
Balancei a cabeça que sim.
- Como não ama-la né seu carlos ?
Falei amargo.
- Eu não aguento mais, se pudesse daria minha vida por ela. Os pais não deveriam enterrar seus filhos.
O abracei sem saber o que dizer. Pensava a mesma coisa.
-Vamos ser fortes. Por ela, ta bom?
Ele balançou a cabeça que sim e foi pro quarto onde a mulher dormia a base de calmantes.
Sentei na poltrona de frente pra Helena que dormia aparentemente bem. Era a minha vez de ficar acordado ao lado dela, mesmo quando não era, eu ficava.
Rezei pra aquela noite ser longa, pra ela ficar ali comigo a noite inteira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário