domingo, 13 de dezembro de 2015

capitulo 20


 Luan narrando:
   Dentro do avião um tanto de gente conversava coisas banais. A imagem dela ainda estava na minha cabeça. O beijo na porta do hotel. Quando a veria de novo?
Parecia impossível ser dela. Tanta coisa estava entre nós, tinha medo que a machucasse, até mesmo fisicamente, algumas fãs não tinham limites.
   Respirei fundo olhando as nuvens lá fora. Onde será que estava a minha menina naquele momento?
   Helena narrando:
   Minha mãe estava furiosa, me tratava como criança.
   -Responde Helena, onde você estava?
    Pensei em explicar, pior do que não entender era o fato de que não acreditaria.         Resolvi que preferia ela com raiva do que me achando maluca.
   -Não vou contar, sou maior de idade mãe, eu conheci alguém e tenho responsabilidade a senhora sabe muito bem, é só isso.
    Entrei pro quarto e tranquei a porta antes que ela revidasse.
    Pela primeira vez na vida ia matar um dia de trabalho, eu estava triste e sentia uma tonteira um pouco estranha. Que dia pra ficar doente, né?
    Tinha que tomar um banho mas meu corpo estava mole, também não queria tirar o perfume dele do meu corpo.
   Eram duas da manhã quando saí de casa carregada por meu pai, direto pro hospital.
   O quarto todo branco trasmitia uma certa paz. Estava bem melhor quando o médico entrou pela porta com alguns exames na mão. Meu pai foi em direção a ele preocupado. Os dois falavam baixo, não dava pra ouvir. Rapidamente sairam do quarto e a medicação fez que eu dormisse.
"-Luan? Por que está aqui?
Ele olhava pra mim sem nada dizer, os olhos inchados de tanto chorar. Estávamos no quarto branco de hospital.
-Helena, eu sinto muito.
Tentei tocá-lo, minha mão passou direto, eu era como um fantasma. Fiquei de pé e vi meu corpo sobre a maca. Morto."
Acordei assustada, a agulha do soro provocou certo incomodo me fazendo deitar com calma na cama. Papai não estava mais lá, só minha mãe, olhando pela vista da enorme janela de vidro.
Recuperei o ar tentando esquecer do sonho terrível.
"Está tudo bem, está tudo bem."
Minha mente repetia como um mantra. Quando mamãe se virou pra mim sua face era cansada e trite, muito triste.
-Tudo bem agora filha.-Se sentou ao meu lado.-Ficarei aqui com você.
Fiquei preocupada com aquela reação.
-Mãe o que eu tenho? Posso ir embora? Detesto hospital.
Ela respirou tentando não chorar.
- O médico ainda vai fazer mais alguns exames, não sabemos direito o que aconteceu.Tenha paciencia filha.
-Mãe você está me assustando, é algo sério?
Ela me abraçou.
-Não é nada, sou exagerada você sabe. Agora descance.
Ela saiu do quarto me deixando com o coração na boca, parecia ainda estar dentro daquele pesadelo terrível. Meu Deus o que eu tenho?
 




parece que nossa história teve uma reviravolta, para o bem? Para o mau? Esperem os próximos capítulos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário