sábado, 28 de novembro de 2015

capitulo 4


Lola olhava para mim perplexa com aquele buquê enorme nas mãos
- ai meu Deus helena ,que doidera amiga
- nem me fala
a fixa ainda não tinha caido o perfume de luan ainda estava por toda minha roupa
- você viu ?
Lola fez sinal afirmativo
- hora de ir amiga?
Ela olhou para mim com expectativa ,ainda me sentia só mais uma com aquele buquê que tambem era só mais um , já estav sim na hora de ir .

Olhou pra mim com expectativa. Ainda me sentia só mais uma, com aquele buquê que também era só mais um. Já estava sim, na hora de ir.
-Vamos sim amiga, eu já aprendi a lição. Esse final? Foi fechar com chave de ouro.
Não queria estar assim, tão ferida e amarga. Talvez fosse por sentir que tinha o mundo nas mãos e naquele exato momento não ter nada. Lola estendeu a mão em minha direção. Aquela mão, meu abrigo de todas as horas.
-Acha que ele vai ao menos lembrar meu nome?
As lágrimas estavam de volta.
Lola fez uma expressão de angústia, apesar disso respondeu.
-Creio que não.
Eu sempre me lembraria do nome dele, essa era a diferença entre nós.O corredor ficava cada vez mais lotado de gente da produção. Aquele lugar era pequeno demais para minha tristeza e aquele buquê idiota.
-Vamos lá.
Puxei minha amiga pela mão.
-Espera aí garota.
Um cara de crachá e expressão séria segurou meu ombro. Quase deixei o buquê cair.
-O que foi dessa vez?
Lola esbravejou impaciente.
-Luan quer falar com ela, no camarim.
Olhei pra Lola desesperada.
-Eu não vou!
Disse para o homem com convicção.
-Helena, que você pensa que está fazendo?
O homem olhava para mim perplexo, com certeza nenhuma mulher dizia não para o senhor Luan.
-Não posso nem quero fazer isso Lola, chega de jogos, não acha?
-Acho que você o ama, que seu coração que ir. Vá, aproveite o momento, talvez nunca se repita.
Ela tinha razão, queria vê-lo de perto pela última vez. Não parava de torturar a mim mesma.
-Tudo bem, vamos lá.
O cara fez um gesto aliviado.
-Por aqui.
Indicou o caminho.
Enquanto caminhava em direção à porta no fim do corredor meu inconsciente colecionava devaneios.
 Porquê ele queria me ver? Qual o motivo?


A última fã saiu aos prantos depois de milhões de fotos. Como ele tinha fôlego para atender a todo mundo com tanto carinho e educação? Porquê sinceramente, algumas passavam dos limites.
-Oi.
Finalmente tinha me notado ali mofando naquele sofá desconfortável mofando, ainda segurava o buquê. Não sei bem o que estava sentindo, parecia conhecê-lo da vida toda.
-Oi.
A última pessoa saiu do camarim batendo a porta e nos deixando sozinhos. Comecei a respirar de forma irregular, ficar sozinha com ele me deixava desesperada.
"Se o amo, porque estou com medo? "
Luan sentou ao meu lado e segurou minha mão.
-Helena, quanto tempo.
O sorriso lindo dele acabou provocando o meu.
-Uma eternidade. -Respondi.
-É bom ter uma fã tão bonita.
- Não sou bem uma fã.
O olhar dele ficou intrigado.
Havia me apaixonado por ele assim que o vi. Desde esse dia evitei ler, ouvir ou falar sobre ele. Negar tudo, fingir que não acontecia era meu único alívio. Achei que estava louca e ainda achava.
-Como assim? Não entendi.
- Gosto das suas músicas, só isso.
Menti.
-Entendi.
Luan fez bico, parecia até uma criança fazendo birra.
-La da com isso.
Dei risada.
-Os do o quê, não tô fazendo nada.
Beijou a minha testa.
-Não vou ficar aqui em BH, triste e sozinho num quarto de hotel enorme é frio. Queria que você me ajudasse a preencher esse espaço.
Ele não precisava falar mais nada. Entendi o que o Luan queria. Puta merda!
Fiquei em silêncio por alguns segundos, só olhando pros olhos ansiosos dele. Por um momento ele parecia tão nervoso quanto eu.
-Sim, a resposta é sim.
O que eu estava fazendo? Meu Deus do céu, me senti uma maluca.
-Sua expressão é indecifrável, quer mesmo ir?
Comecei a pensar em quantas garotas ja haviam sentado em sofás como aqueles é ouvido a mesma proposta. Ele lembrava o nome delas? Acho que não.
- Sim, tenho certeza.
Apertei a mão dele.
-Ótimo. Vou trocar de camisa e agente sai.
Coloquei o buquê no lugar que o Luan desocupou do meu lado e liguei para Lola.
- Onde você está? Já criei até raiz aqui do lado de fora. Fui expulsa.
Ela parecia muito nervosa.
Expliquei tudo resumidamente num sussurro para ele não ouvir. Luan trocava a camisa perto de uma arara em um dos cantos da sala. Respirei fundo tomando coragem.
- Você vai o quê? Tá maluca Helena?
Agora ela estava com raiva.
- Sei o que estou fazendo, sou maior de idade, disse pra minha mãe que dormiria no seu apartamento. Ninguém vai chamar a polícia.
- Helena você sabe o que isso significa. Tem certeza que quer fazer isso? Com ele?
Refleti por um momento. Luan de camisa trocada me olhava de longe. Também estava ao telefone.
- Só quero fazer isso se for com ele. Luan vai me magoar hoje, vai ser um cafajeste idiota. Isso vai me ajudar a esquecer. Não posso sentir uma dor maior do quê a que sinto neste exato momento.
-Tudo bem. -Lola suspirou.- Eu te amo.
-Eu também.
Desliguei o telefone.

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