sábado, 5 de dezembro de 2015

capitulo 17


Acordei um pouco confusa, minha cabeça pesava uma tonelada e o estômago doía muito. Ao olhar pra cima o vi. Estava nos braços dele: Luan.
- Oi.
Ele sorriu aliviado.
- Oi.
Levantei ainda um pouco tonta me sentando na cama.
- O quê houve?
-Você apagou.
Tentei lembrar do que tinha acontecido. Notei que ainda estava no quarto do Roberval.
- Tô morrendo de fome.
Luan sorriu.
- Posso pedir alguma coisa. Vamos pro meu quarto? Temos muito o que conversar.
Pensei se devia ir. Estava cansada demais para lutar.
- Tudo bem, e o Roberval?
Está no saguão conversando com minha mãe, ela acabou de ligar.
Fomos pro quarto do Luan, eu me apoiava nele, estava tão fraca, nunca passei tão mau.
Alguns minutos e a comida veio. Era uma massa maravilhosa, enquanto comia Luan falava com Roberval pelo telefone. Ele parecia triste. Isso me machucava. É claro que o motivo era eu.

Luan narrando
Falei com Roberval, esperava que não fizesse fofoca pra dona Marizete, não queria ela preocupada.
Enquanto isso olhava Helena em cima da minha cama, ela comia com vontade, tirava o molho dos lábios com a língua. Lembrei daquela boca em mim, isso era sexy pra caralho. Tentei não ir lá e beija-la com força, porque cara, eu tava muito afim.
Me dava uma sensação boa vê-la perto de mim e segura. Sentei na poltrona de frente pra cama.
- Agora entendi, você não comeu nada o dia todo né?
Ela balançou a cabeça envergonhada.
- Nunca mais fassa isso, pelo amor de Deus Helena, você me assustou.
- Tudo bem.
Ela pareceu sincera, fiquei um pouco mais calmo.
- Por que você foi embora?

Helena narrando
Eu não sabia o que responder, o que quer que dicesse pareceria uma cobrança, e agente não tinha nada.
- Eu só quero parar com isso. Quero ir pra casa e esquecer.
Luan parecia confuso. Ficou me olhando sem dizer nada. Já ia falar algo quando ele quebrou o silêncio.
- Eu não entendo você menina. Você não me diz nada Helena, não se abre. Por favor, fala a verdade.
Aí meu Deus, o que fazer?  Contar a verdade? Talvez se ele descobrisse a idiota que eu era me deixasse ir embora.
- Tá, vou contar. Acho que não vai querer saber de mim depois disso.
Ele sorriu triste.
- Eu sempre vou querer saber de você.
Tentei acreditar que era verdade, ignorar tudo o que o Roberval disse e ser sincera.  Aquela era a hora de contar tudo, custasse o que custasse.

Um comentário:

  1. Gente, Roberval maior falsiane da fanfic kkkk, em vez de ajudar o amigo a conquistar a boy, n vai fazer a cabeça dela contra ele kkk
    continua

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